O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 24/07/2020

No livro “Brasil: País do futuro”, o autor Stefan Zweig, cita entre os seus achismos sobre nossa população que somos deveras igualitários. Entretanto, quando se observa a questão do jovem contemporâneo no mercado de trabalho, é notório que a suposição do autor não se confirma. Tal situação é resultado inegável de políticas sociais exclusas à jovens. Assim, cabe analisar os fatores que contribuem para essa perspectiva, como a inflexibilidade de empresas e baixa informação para jovens carentes.

Primeiramente, a repressão de empresas aos jovens junto com a baixa eficácia de políticas sociais que corroborem com o meio, alicerça os desafios de mancebos no mercado de trabalho. Consoante o artigo 227 da Constituição brasileira, é dever do estado assegurar ao jovem o direito à profissionalização. Todavia, com a falta de fiscalização em empresas, poucos jovens são contratados. Isso porque, há um preconceito de instituições em empregar jovens, por conta de escolaridade, ou pressupostos, como acharem que por serem jovens, são pouco capazes. Consequentemente, cada vez mais, jovens menos empregados. Comprova-se o fato pelo artigo atual do “Jornal O Povo”, que diz que a inserção da juventude no mercado de trabalho é o desafio da década.

Ademais, é crucial pontuar o reduzido conhecimento sobre mercado trabalhista para jovens baixa renda. Segundo o filósofo Nicolau Maquiavel, “Os fins justificam os meios”. De modo análogo, pode-se entender que, por jovens carentes serem privados de maneiras de ingressarem no âmbito de trabalho, em razão do baixo acesso a informações escolares e sociais de como conseguir um emprego ou projetos estudantis em prol de preparar para o mercado de trabalho, como o Jovem Aprendiz. Logo, estes jovens são destituídos de formas de trabalho e suas oportunidades.

Outrossim, medidas devem ser tomadas para abolir os desafios de jovens no mercado de trabalho. O governo federal, através do Poder Legislativo, deve aumentar a fiscalização em empresas que abriguem jovens, por meio de novos levantamentos com dados estatísticos e pesquisas de campo. Com finalidade de frear a escassa contratação de mancebos no mercado de trabalho. Ademais, a mídia poderia disponibilizar informações de como ingressar em empregos para jovens e estimular a formação profissional, por meio de comerciais e cartazes. Portanto, facilitando a entrada de jovens no mercado de trabalho e fazendo jus ao pensamento de Zweig.