O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 24/07/2020

Conforme Zygmunt Bauman, em Modernidade Líquida, a contemporaneidade está sujeita às instabilidades presentes no século XXI, seja no âmbito familiar, social ou de trabalho. Por conseguinte, é notável como o campo tecnológico criou novos tipos de emprego, a exemplo de: blogueiros, especialistas em tecnologia da informação, programadores, entre outros afins. Além disso, vale destacar como os jovens da modernidade estão inseridos no mundo virtual desde a infância, seja por meio de redes sociais, jogos, videos online, entre outros. Contudo, a falta de experiência profissional permanece sendo um problema para os jovens que querem ser empregados, uma vez que os empregadores preferem contratar indivíduos experientes. Assim, medidas, com o objetivo de reduzir os desafios e aumentar as oportunidades para os jovens no mercado de trabalho, são necessárias.

Em primeiro plano, os cidadãos que buscam o primeiro emprego encontram-se em um paradoxo, dado que as empresas procuram profissionais experientes, porém, esses indivíduos não possuem tal característica exatamente por estarem entrando no mercado de trabalho. Entretanto, Bauman destaca como a tecnologia faz parte do cotidiano de adolescente no século XXI, por meio de jogos e mídias sociais, o que torna-os mais preparados para lidar com a esfera virtual. Ademais, o mundo tecnológico não se restringe aos jovens, mas a todo capitalismo moderno, como: produção industrial, setor de serviço, agricultura e afins, cenário que dá mais oportunidades aos jovens, devido ao uso constante de computadores e celulares.

Diante deste panorama de jovens com valências para uso de ferramentas eletrônicas mas sem experiência profissional, têm-se duas consequências notórias aos jovens, sejam empregados ou desempregados. Aos contratados, existe a dificuldade em relacionar-se com os colegas de trabalho, posto que esse não possui outro relacionamento semelhante em sua vida, enquanto os desempregados, possuem qualidades para trabalhar, mas não têm empregos, principalmente, pela falta de experiência. Logo, soluções, a fim de inserir os jovens no mercado de trabalho, são essenciais.

Em síntese, as Escolas devem promover, por meio de especialistas em recursos humanos, palestras e atividades em que os alunos possam entender como usar suas habilidades no mercado de trabalho, ação que vai preparar os jovens para o emprego e, portanto, torná-los trabalhadores mais eficientes. Somado a isso, os Estados devem oferecer cursos profissionalizantes e empregos, em instituições públicas, aos que ainda não conseguiram empregar-se, medida que prepara esses cidadãos às exigências dos empregadores e torna-os experientes. De acordo com essas intervenções, as oportunidades no mercado de trabalho aos jovens devem aumentar e os desafios diminuir.