O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 24/07/2020
De acordo com o sociólogo Karl Marx, as relações socioeconômicas são determinadas pela evolução dos modelos de produção. Sob essa perspectiva, as constantes transformações tecnológicas e científicas proporcionaram mudanças significativas no cenário corporativo hodierno, o que tornou as interações entre os indivíduos mais complexas. Com efeito, é mister analisar os impactos desse fenômeno no mercado de trabalho para os jovens contemporâneos, bem como os desafios e as oportunidades que essa geração enfrenta no Brasil.
A princípio, é imperativo pontuar que a ascensão da Indústria 4.0, no século XXI, possibilitou o uso da robótica no ambiente laboral. Dessa maneira, a “robotização” no trabalho tem aumentado as exigências profissionais para a inserção dos indivíduos no mercado, o que demanda um grau elevado de mão de obra qualificada. No entanto, tal demanda contrasta com as condições socioeconômicas proporcionadas por países subdesenvolvidos, em que o nível educacional carece de uma infraestrutura qualitativa de preparo técnico. Isso comprova-se por meio de pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que afirmam a ausência de qualificação de trabalhadores no Brasil. Assim, faz-se mister a existência políticas públicas efetivas para reverter essa conjuntura alarmante.
Outrossim, é válido averiguar que, de acordo com dados do IBGE, a taxa de desemprego no Brasil subiu para 12,4 %, no segundo semestre de 2020. Essa realidade caótica indica um desafio de ordem estrutural, que prejudica as perspectivas empregatícias da população mais jovem do país. Tal fator é atribuído, sobretudo, ao descaso do Poder Público no que tange a uma articulação eficaz de políticas de amparo social e de crescimento econômico, em um quadro de inovações sistêmicas. Segundo o filósofo inglês Bertrand Russell, a mudança é indubitável, porém o progresso é uma questão controversa. Logo, a partir dessa paráfrase, infere-se a substancialidade de uma atuação mais promissora do Estado , a fim de contornar a problemática em voga.
Em síntese, a observação crítica dos fatos mencionados reflete a urgência de concretizar ações para mitigar o panorama trabalhista vigente. Portanto, cabe ao Ministério da Educação (MEC), mediante verbas governamentais, investir de forma mais ampla em unidades educativas de Ensino Técnico em municípios carentes, com o fito de aumentar os níveis de instrução e de mão de obra qualificada em todo o território brasileiro. Ademais, compete ao Governo Federal, por meio de parcerias público-privadas, instaurar um programa nacional voltado para o crescimento econômico, a partir de redução tributária e subsídios ao setor privado, com o objetivo de aumentar os postos de trabalho e reduzir o desemprego no Brasil. Desse modo, atenuar-se-á os desafios laborais hodiernos.