O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 29/11/2020
No livro ‘‘O ceifador’’, é mostrada uma sociedade utópica na qual o trabalho está ao alcance de todos e, nenhum cidadão possui muitas dificuldades para ingressar nas suas respectivas profissões. Contudo, a realidade contemporânea é bem diferente da ficção, haja vista que, segundo o site, Rede Brasil, mais de 11 milhões de jovens não estudam nem trabalham e, ainda segundo a mesma fonte pessoas com a idade entre 18 e 25 são o grupo com maior dificuldade de se introduzirem no meio profissional. Desse modo, cabe debater quais fatores contribuem para essa adversidade e quais medidas podem ser tomadas para mitigar essa problemática.
De início, deve-se destacar que, segundo o sociólogo Karl Marx, uma das máximas do capitalismo é; obter o maior lucro gastando o mínimo possível. Ademais, esse pressuposto pode se comprovado ao se analisar que, de acordo com o site, O Globo, um indivíduo que já possui alguma experiência no mercado de trabalho tem 200% a mais chance de ser contratado que alguém que ainda não foi treinado para exercer sua função. Destarte, essa predileção que se dá por conta da experiência de alguns funcionários é um fator preocupante, posto que, isso acaba criando um ciclo sem fim, onde quem não tem contato prévio com uma carreira não é incorporado a equipe e por não ser aceito não consegue o treinamento que o ramo requisita.
Em segundo lugar, vale ressaltar que, para o pensador, Auguste Comte, o positivismo se baseia na constante otimização que ocorre em todos os âmbitos, ao longo do tempo. Outrossim, essa mudança pode ser observada nas mudanças que vêm ocorrendo no mercado de trabalho, dado que segundo a página, Guia da carreira, 17 de cada 100 vagas nos ofícios requisitam pessoas com altas graduações ou pós-graduação. Dessa maneira, a alta busca por indivíduos com cada vez mais especializações é algo que retarda a inserção dos trabalhadores nas ocupações profissionais, na medida que, conforme a mesma fonte, uma formatura leva em médias 5 anos de estudos após o ensino médio. Porquanto, essa prática aumenta a idade com que os jovens começam a trabalhar.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa realidade. Para tanto, cabe ao Ministério do Trabalho criar formas de ajudar os brasileiros que estão prestes a fazer parte da população economicamente ativa, a ingressar nas suas carreiras de forma mais rápida e pratica. Isso pode ser feito por meio de acordos com empresas públicas e privadas, para que, as que contribuírem dando oportunidade a pessoas sem experiência ou com uma graduação em andamento, recebam benefícios como menos impostos ou parcerias prioritárias. Dessa forma, será possível fazer nossa sociedade aproximar-se da sociedade utópica apresentada na obra supracitada.