O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 24/07/2020
Tomando como base a época da Alta Idade Média, cuja noção de trabalho mais se aproxima com a concepção atual, a juventude guiava-se baseada em seu círculo familiar, como as corporações de oficios existentes na época deixam bem claro. No entanto o advento da globalização aumentou a quantidade de opções de profissão disponíveis, tornando o processo de escolha algo complicado. Além disso o entretenimento chegou ao patamar de satisfazer completamente a mente juvenil, gerando o desinteresse no trabalho.
É facil notar a quantidade de empregos disponíveis em sites de busca. Outra singularidade observada é que a maioria exige qualificação profissional. A falta de autoconhecimento proporcionada pela carência de de políticas públicas de orientação vocacional propicia o desinteresse dos jovens em tomar uma decisão, decisão esta que demanda um duradouro processo de preparação para exercício da função.
Além disso é importante salientar que os indivíduos em formação desta geração estão em constante contato com o entretenimento, o que Teodor Adorno e Max Horkheimer, ambos sociólogos do pós-guerra, definiram como Indústria Cultural, cuja escopo é a mercantilização da diversão e não a orientação pessoal necessária para a escolha de uma profissão.
Visto isso, é essencial que medidas sejam tomadas para a melhora desta conjuntura. O Ministério do Trabalho, representando o Estado, por meio do diálogo com a sociedade deve desenvolver programas eficazes de orientação vocacional voltados para o público jovem, programas esses que atuariam nas escolas públicas, guiando e auxiliando os indivíduos ao autoconhecimento, e consequentemente à escolha profissional.