O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 24/07/2020
Na Antiguidade Clássica, a cidade de Atenas continha um espaço de participação e discussão coletiva limitada ao pequeno contingente de indivíduos considerados cidadãos na época : a Ágora. Analogamente, é possível observar que, na maior parte das vezes, as oportunidades de emprego se limitam a uma parcela da população, em outras palavras, aos adultos e aqueles com experiência profissional. A gravidade do problema é evidenciada pela falta de oportunidade de trabalho ao jovem contemporâneo que, infelizmente, enfrenta desafios para se qualificar e por falta de oportunidades é invisibilizado no mundo profissional.
Em uma primeira análise, é válido salientar que, na maioria das vezes, principalmente nas regiões mais pobres, o trabalho é visto como algo primordial - às vezes é considerado mais importante que ir à escola. Primordialmente, nota-se que muitas escolas públicas brasileiras não possuem cursos extracurriculares para os alunos, como cursos de informática e inglês - que são os mais cobrados pelos contratantes e, por não terem tais oportunidades que os ajudaria futuramente, abandonam o colégio e migram para o trabalho informal. Dessa forma, a abstinência de meios para esses jovens se profissionalizarem, ocasionam em evasão escolar que, por consequência da desistência da vida estudantil, enfrentarão grandes desafios e terão menos oportunidades.
Ademais, é importante ressaltar que muitas empresas veem os jovens da atualidade como irresponsáveis, despreparados e inexperientes. Desse modo, esse é um dos diversos desafios que esses indivíduos precisam enfrentar para garantir uma vaga no mercado de trabalho. Outrossim, é notório que muitos desses iniciantes no mercado não tiveram muitas oportunidades de se qualificar e a chance de um emprego é essencial para essa experiência. Contudo, muitos empresários adquiriram diversos estereótipos - ruins - aos jovens e, por conseguinte os excluí de obter tal oportunidade. Tal atitude contraria o pensamento do filósofo Emmanuel Lévinas, que diz que uma sociedade justa deve respeitar a alteridade dos seus membros, pois sua exclusão é uma forma de violência.
Portanto, é necessário que o Ministério da Educação invista, por meio de verbas públicas, na criação de cursos profissionalizantes - como informática e inglês - nas escolas públicas, pois só assim os jovens que concluírem os estudos, obterão menos desafios e mais oportunidades no mercado de trabalho. Aliado a isso, é necessário que o Ministério do Trabalho e as mídias - setores responsáveis pela comunicação em massa - alertem as empresas, por meio da criação de campanhas na internet e na televisão, a cerca da importância de contratar os jovens contemporâneos. Espera-se, com tais atitudes, que não haja a mesma exclusão que era vista na Ágora.