O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 27/07/2020

Segundo o artigo seis da Constituição Federal, todo indivíduo tem direito a um trabalho digno, porém, a taxa de desemprego no Brasil aumentou em 30% no primeiro trimestre de 2019, em comparação ao ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica. O órgão ainda afirma que os mais atingido são jovens pobres e com baixos níveis educacionais. A partir desse contexto, torna-se importante salientar a relação entre o desemprego na nova geração e a educação no país, além de apresentar e criticar as políticas públicas de inclusão dessa população jovem no trabalho.

Nessa temática, o primeiro ponto a ser ressaltado é que  a maioria dos jovens entram no mercado de trabalho sem infrastrutura e habilidades, advindos da falta de formação e educação para o trabalho, para lidar com o mercado e as dificuldades encontradas acabam desestimulando esses indivíduos. Isso é evidenciado, por exemplo, na pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, a qual aponta que 30% dos jovens acreditam não conseguir ascender socialmente pelo trabalho. Para o pesquisador Marcelo Neri, o erro está na formação desses pessoas e a educação é uma das ferramentas resolutivas, pois serve de orientação da nova geração de trabalhadores, demonstrando, dessa forma, um problema educativo.

Convém destacar também que, apesar do governo estar ciente que o problema é de base educacional, ele cria projetos para tentar resolver apenas as consequências. Como exemplo, existe o Programa Menor Aprendiz elaborado com o intuito de estimular uma cota nas empresas para a contratação de jovens entre 14 e 18 anos incompletos e capacitá-los para o mercado. Entretanto, segundo o Jornal do Comércio, a falta de fiscalização, estrutura, incentivos e a dificuldade de adaptação das empresas dificulta a efetividade do programa. Logo, fica evidente que o programa não surte o efeito necessário para sanar a deficiência educacional.

Fica claro, portanto, que a falta de políticas públicas com base educacional atrapalha a inserção do jovem no mercado do trabalho. Por isso, é interessante que o Ministério da Educação, Órgão do governo responsável por proteger os direitos relativos à educação no país, crie programas nas escolas que estimulem os jovens a entender o sistema de trabalho, a se estruturarem e a capacitá-los, por meio de ferramentas, como palestras com o intuito de ampliação da visão sobre o mercado, cursos de aperfeiçoamento e profissionalizantes para integração no currículo, atividades lúdicas a fim de estimular habilidades e debates na intenção de explicitar o sistema econômico atual, preparando, dessa forma, os jovens mais adequadamente para o trabalho.