O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 27/07/2020
Com a Revolução Industrial, no século XVIII, o trabalho ganhou uma nova roupagem: passou de atividade artesanal, lenta e singular para automotiva, rápida e em larga escala. Essa aceleração nunca perdeu seu fôlego e vem tecendo uma cultura avessa ao ócio, ao “não-trabalho”, com olhos para o novo; e, por isso, problemas como saturação do mercado de trabalho exclui os inexperientes. Assim, faz-se necessário discutir desafios e oportunidades ocorridas com o jovem contemporâneo no mercado.
A princípio, nada mudou a sociedade mais efetivamente do que a internet, segundo o inventor Jaron Lanier. Isto é, o ser humano contemporâneo ganhou uma nova forma de se relacionar com mundo e pessoas ao seu redor, e é importante perceber que esse tipo de mudança tem como consequência a demanda por novas especializações. Assim, muitas profissões tornaram-se ultrapassadas – como a tecelagem após a chegada da indústria – e têm seu mercado saturado, um desafio superado pela abertura de espaço, por parte do governo, para as novas áreas de atuação, senão os jovens buscarão essa oportunidade em países que investem em inovação, como os Estados Unidos, que recebem cerca de 500 mil estudantes estrangeiros todos os anos, de acordo com o American DataBank.
Além disso, segundo o inovador sul-africano Elon Musk, “jovens são o futuro do planeta e devem enxergá-lo com binóculos”. Dessa forma, entende-se a inovação – em áreas como tecnologia, edição gênica, Internet das Coisas etc. – como uma oportunidade para se inserir nesse mundo visto pelos binóculos de Musk. Entretanto, a maioria dos jovens é de baixa renda, sem contato com essas áreas que englobam os chamados “empregos do futuro”, e inovar em um país onde há escassez de políticas públicas que promovam essa iniciativa é inviável. Logo, deve-se impedir que a oportunidade torne-se empecilho, e orientar os jovens acerca das possíveis explorações de áreas ainda pouco desenvolvidas, em crescimento.
Portanto, é dever do Estado auxiliar os jovens sobre o mercado de trabalho, por meio de políticas públicas, como feiras e eventos, onde serão expostas as diversas áreas de atuação das profissões e campos a serem melhor desenvolvidos e explorados; além de investir em tecnologia, através do aumento de capital destinado à pesquisa e aos programas de incentivo a jovens cientistas – como os projetos Erasmus e Enactus. Com essas ações, será possível orientar a população jovem no mercado e proporcionar oportunidades inovadoras dentro do território nacional.