O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 25/07/2020

A partir da segunda metade do século XX, muitas mudanças foram inseridas no ambiente produtivo mundial, tendo uma nítida modernização dos processos laborais. Diante disso, diversos problemas surgiram, pois, com a otimização dos modos trabalhísticos, muitas pessoas, como os jovens, não conseguiram acompanhar o novo ritmo das exigências mercadológicas. Em soma a isso, um outro agravante que se expressa é o da deficiente formação que as instituições atuais de ensino oferecem aos jovens, o que deixa lacunas gravíssimas no aprendizado dessas pessoas.

Assim sendo, torna-se importante a elaboração de uma análise acerca da relação dos jovens com os empregadores. Nesse sentido, é possível afirmar que a Terceira Revolução Industrial foi um marco na elaboração das novas necessidades no cenário empregatício, haja vista que passou-se a exigir dos trabalhadores uma grande capacidade de inovação, flexibilidade e controle emocional para a resolução dos problemas internos da empresa, o que gerou, pelo despreparo de boa parte das pessoas, um grande número de incapacitados para com o preenchimento das novas oportunidades de empregos. Como prova disso tem-se dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, os quais demonstram que 23 por cento dos jovens brasileiros estão desocupados profissionalmente.

Sobreditas algumas das partes que compõem a temática destacada, vale, ainda, mencionar alguns aspectos da formação superior no Brasil. Atualmente, as grandes instituições educadoras do país não oferecem, nas suas grades curriculares, aulas que preparem os estudantes a desenvolverem, de modo autônomo, seus próprios negócios ao concluírem seus estudos. Por isso, o que se observa, na atualidade, é que 49 por cento dos jovens só se ocupam exclusivamente com os estudos, conforme apontou uma pesquisa do IPEA, fato que se torna preocupante, uma vez que é na juventude que o ser humano dispõe da maior força de trabalho para mover a economia nacional.

Nesses termos, é notório que existem muitos desafios no que tange o igresso dos jovens na vida profissional. Logo, faz-se necessária a criação de políticas que venham a proporcionar o máximo de contentamento possível, parafraseando o filósofo inglês Jeremy Bentham. Portanto, urge que o Governo Federal faça programas de incentivos financeiros às empresas para a contratação de mais jovens aprendizes, oferecendo a elas benefícios fiscais. Com isso, diminuiria-se o contingente de jovens desempregados, aumentando a capacitação da sociedade para a prestação de serviços. Ademais, o Ministério da Educação pode desenvolver, no Plano Nacional de Educação, a elaboração de aulas de inserção na vida profissional nas universidades. Fazendo -se isso, os jovens concluiriam seus estudos preparados para trabalhar e criar as suas próprias empresas, potencializando a economia do país.