O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 20/08/2020

Consoante a Constituição Federal de 1988, o trabalho trata-se de um direito social comum a todo cidadão e é, portanto, dever do Estado assegurá-lo. Entretanto, no que diz respeito aos jovens brasileiros, a inserção no mercado de trabalho ainda é um desafio na política de emprego nos dias atuais. Por tratar-se de um público vulnerável, o grupo juvenil tende a encontrar as ocupações mais precárias. Nesse contexto, embora o emprego contribua na democratização da ascensão social e redução da desigualdade, aspectos como a baixa escolaridade e a falta de experiência fazem os jovens  estarem propensos a situação de desemprego  ou recorrerem aos serviços informais.

Em primeiro plano, urge analisar a restrição de vagas para trabalhadores com menor escolaridade. Em diversas profissões, é exigido no mínimo a conclusão do ensino médio, indo de encontro com a realidade de muitos brasileiros. Segundo os dados mais recentes do IBGE, apenas 47% dos brasileiros com mais de 25 anos concluíram o ensino médio. Desse modo, devido à alta taxa evasão escolar do país, um percentual expressivo da população é julgada como desqualificada profissionalmente, incluindo os jovens adultos inseridos na população economicamente ativa.

Por conseguinte, embora exista uma formação técnica e a conclusão do ensino secundário, os empregadores costumam dar preferência aos mais experientes e qualificados, situação ainda mais recorrente em períodos de crise econômica. Dessa maneira, de acordo com a revista científica Scielo, um ano a mais de experiência aumenta em 20% a probabilidade de um recém formado conseguir um trabalho remunerado. Além disso, vale destacar, também, a ausência do Estado em constituir políticas públicas, que proporciona poucas garantias de ocupações dignas e decentes. Sob esse viés, a informalidade é intensificada no público juvenil.

Portanto, é imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave supracitado. Para tanto, o Poder Legislativo Federal deve assegurar uma presença mínima e obrigatória dos jovens nos setores empregadores, por meio de uma atualização nas atuais políticas  de inclusão, para uma adequação à conjuntura do mundo pós-moderno, com uma fiscalização mais rígida no funcionamento das atividades de integração. Além do mais, o Ministério da Educação precisa elaborar projetos, com  uma metodologia pedagógica visando um maior interesse do aluno em sala de aula  Assim, espera-se, com isso, uma inserção rápida e uma maior participação desse grupo no mercado de trabalho.