O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 26/07/2020
Ao longo do processo de formação da sociedade atual, o pensamento quanto ao trabalho juvenil desenvolveu-se de diferentes formas ao decorrer do tempo. No período medieval, por exemplo, a relação entre mestre e aprendiz era extremamente vantajosa, pois esse poderia no futuro, com os conhecimentos que adquiriu, ascender socialmente assumindo a posição do seu antigo professor. No entanto, atualmente, nota-se uma dificuldade quanto à inserção do jovem no mercado de trabalho. Essa problemática pode ser amenizada, desde que acompanhada não só da disponibilização de oportunidades dignas, mas também com o surgimento de políticas públicas para a realização de um ensino eficiente.
Em primeira análise, é importante analisar os fatores que desencorajam os jovens a buscar emprego. Nesse contexto, destaca-se a ausência de ações governamentais para disponibilizar acesso à uma educação de qualidade. Segundo o Banco Mundial, no Brasil, apenas 43% das pessoas com mais de 25 anos terminaram o Ensino Médio. Dessa forma, é revelado o descaso com relação ao futuro da parcela mais nova da população, gerando consequências não apenas na vida pessoal do individuo, bem como contribui para o cenário de crise da previdência - decorrente da queda de trabalhadores em idade ativa.
Por conseguinte, é preciso ressaltar a importância de leis como a Lei do Aprendiz, que determina que toda empresa de médio ou grande porte deve ter 5% a 15% de aprendizes entre os seus funcionários. Dessa maneira, ao gerar oportunidades dignas para os jovens trabalhadores, esses encontram incentivo para se desenvolver e, além de movimentar a economia do país, serão capazes de democratizar as chances de ascensão social. Sob essa ótica, é válido citar o filósofo Adam Smith, que define que a prosperidade de um país tem origem na riqueza de seu povo que, para ele, advém do trabalho.
Diante do exposto, torna-se necessário que o Ministério da Educação disponibilize uma bolsa de estudos, válida em instituições de ensino público e privado, que financie ao aluno um ensino mais técnico focando na vocação de cada indivíduo, de modo que ocorra uma mais rápida qualificação profissional e um acréscimo nas suas chances no mercado de trabalho. Além disso, o Ministério do Trabalho deve criar uma página nas mídias sociais onde publicará as mais recentes ofertas de emprego, a fim de chamar a atenção dos novos trabalhadores, garantindo que as oportunidades cheguem a uma quantidade maior de pessoas. Só assim, o jovem poderá ser inserido no meio laboral, como ocorria na idade média, porém de uma forma mais democrática e efetiva.
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