O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 27/07/2020

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure igualdade entre todos indivíduos, percebe-se que no atual país há pouco comprimento dessa garantia, especialmente no tocante ao mercado de trabalho para jovens. Nesse contexto, nota-se que as disparidades na forma de ingresso desses é um grave problema, devido, não só ao machismo, quando se trata da mulher, mas também à desigualdade social vigente.

A princípio, na cultura está intrínseco a inferioridade da mulher perante o homem e, resultante disso, elas trabalham formalmente menos. Segundo o IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 23% dos adolescentes no Brasil não são discentes e nem empregados e, além disso, nesse percentual a maioria são mulheres. Ademais, Simone de Beauvoir afirma que o sexo feminino é castrado da sua liberdade, pois desde criança há um conjunto de normas que são impostas a elas. Logo, o menor número de mulheres jovens em postos trabalho, entre tantos motivos, é consequência dos costumes históricos presentes na atualidade, como ter de limpar a casa, cuidar dos filhos, submissão ao homem entre outros.

Paralelo a isso, adolescentes de baixa renda não conseguem qualificar sua mão de obra. Uma pesquisa da ONU, mostrou que, referente à distribuição de renta, o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo. Outrossim, a professora Greicy Weschenfelder descreve que o jovem precisa de diferenciais para conseguir melhores ocupações e isso é alcançado pelo estudo. Porém, esses, que se originam de famílias carentes, terão dificuldades de fazer isso, já que têm diversas obrigações precocemente, por exemplo, ajudar a família e parar os estudos. Em contraste, com uma minoria rica que pode estudar de maneira eficiente e, assim, cria-se desigualdade colossal quanto à empregabilidade.

Dessa forma, pode-se constatar que o ingresso do público inexperiente no mercado de trabalho é importante. Nessa conjuntura, é necessário que estados e municípios crie políticas para reduzir a evasão escolar, por meio de auxílios financeiros. Com a renda oferecida eles podem diminuir os deveres extras por falta de dinheiro, que os impede de focar nos estudos. Então, posteriormente conseguirá uma ocupação de qualidade e contribuirá com a mitigação da disparidade de renda.