O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 27/07/2020
Após a Segunda Guerra Mundial, em meados do século XX, sob grande influência da Terceira Revolução Industrial, o Japão fez altos investimentos em educação e tecnologia. Nessa lógica, o país, hoje um dos cinco maiores PIBs globais, gerou oportunidades ao capacitar suas crianças para o mercado de trabalho com uma forte educação, de base, gratuita e repleta de tecnologia. No Brasil, entretanto, o escasso acesso à Internet e o carente manejo de softwares têm dificultado a entrada do jovem contemporâneo no mercado de trabalho. Nesse sentido, convém analisar essa problemática, com o intuito de amenizar os impasses que a população enfrenta ao tentar iniciar sua vida laboral.
Inicialmente, é importante analisar o principal impacto do escasso acesso à Internet para parte da população brasileira. Nesse contexto, segundo o site UOL, 20% das residências, no Brasil, não possuem acesso à rede digital. À vista disso, os jovens, carentes no contato com essa tecnologia, têm sua inserção no mercado de trabalho embargada, visto que, além de ser uma das principais ferramentas utilizadas em empresas, após a Revolução Tecno-Científica, é, em geral, o meio mais utilizado para divulgação de vagas de emprego. Desse modo, é absurdo como, no Brasil, a obtenção de empregos ainda seja dificultada pela negligência Estatal na distribuição do acesso à essa tecnologia.
Ao mesmo tempo, vale também ressaltar o efeito do carente manejo de softwares na vida laboral do jovem brasileiro. Nessa conjuntura, o conhecimento em softwares, como Word e Excel, são, cada dia mais, cobrados como requisitos básicos para o jovem contemporâneo ingressar no mercado de trabalho. Sob essa perspectiva, o cidadão, mais humilde, muitas vezes de formação educacional limitada de recursos, sobretudo tecnológicos, não consegue concorrer às vagas de emprego, já que essas são disputadas por, também, cidadãos de maior poder aquisitivo e melhor qualidade educacional. Dessa forma, é lamentável como, no Brasil, o acesso ao mercado de trabalho ainda seja um desafio para muitos brasileiros por conta da disparidade educacional que assola o país.
Nota-se, portanto, o quão danoso o escasso acesso à Internet e o carente manejo de softwares são para o jovem contemporâneo que visa entrar no mercado de trabalho. Assim, cabe ao Governo Federal participar da capacitação laboral de toda sua população. Isso pode ser feito por meio da ampliação do acesso à Internet, ao propor redução de impostos às empresas de Internet que disponibilizarem planos gratuitos ou de baixo custo para os cidadãos mais humildes, e da capacitação dos jovens para uso de softwares, ao implantar aulas de informática, em parceria com cursos especializados nessa área, nas escolas de ensino público. Espera-se, dessa maneira, que a maioria dos jovens brasileiros, assim como os nipônicos, tenham maior acesso às tecnologias e isso acarrete maiores oportunidades de emprego.