O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 27/07/2020
Desde a criação da carteira de trabalho e das leis trabalhistas no seculo XX, o número de trabalhadores formais foi se multiplicando. No entanto, para os jovens isso é um pouco mais complicado, já que eles não possuem a experiencia exigida pelas empresas, ou seja, as empresas exigem experiencia, mas para se ter experiencia é preciso uma primeira oportunidade. Assim, notam-se desafios ligados a inserção do jovem no mercado de trabalho, seja pela má compreensão dos empregadores, seja por uma má qualificação dos jovens. Portanto, haja vista a importância dos jovens no mercado de trabalho, é preciso uma reestruturação no sistema o quanto antes, pelos órgãos públicos competentes.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à inclusão dos jovens no mercado de trabalho, a falta de programa de treinamento nas empresas, o que os leva a ter que pagar por um treinamento para adquirir experiencia e, assim, entrar no mercado. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a geração mais tecnologicamente equipada da historia humana é aquela mais assombrada por sentimentos de insegurança e desamparo, o que legitima a ideia de que no mundo contemporâneo as dificuldades se elevam. Tal instabilidade sentida pelas pessoas no mercado de trabalho se da pela falta de políticas que atendam as necessidades do trabalhador.
Além do mais, ressalta-se que os jovens de baixa renda, por terem uma péssima formação de base, terão ainda mais dificuldade de entrar no mercado de trabalho bem preparados. Contudo, a maioria das cidades possuem programas de treinamento para jovens em idade escolar, fazendo com que cheguem na idade adulta, já com algum tipo de experiencia. Afinal, dados estatísticos mostram que o número de jovens nas escolas aumentaram nas últimas décadas. Essa situação está relacionada a uma possível reestruturação do ensino, com a criação de programas de treinamento como o EJA.
Diante do exposto, cabe as instituições de ensino preparar os alunos para a inserção no mercado de trabalho por meio de estágios supervisionado, palestras e orientação em aulas. Outrossim, os próprios jovens devem decidir sobre qual area seguir e buscar o máximo de conhecimento com pessoas mais experientes, que já atuem na profissão desejada. Por fim, a classe política deve buscar facilitar esse processo de profissionalização e amadurecimento dos jovens no mercado de trabalho, criando leis que garantam a sua inserção e coíba qualquer tipo de exploração e aumentando cada vez mais o número de trabalhadores formais.