O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 27/07/2020
É notável que, atualmente, os jovens tenham dificuldades para se alocarem no mercado de trabalho. Em um mundo globalizado, no qual há uma constante evolução tecnológica e atualização das exigências feitas para os trabalhadores contemporâneos, é possível verificar um contexto laboral instável que desafia qualquer cidadão. No entanto, tal quadro apresenta chances de melhoria, uma vez que, com uma postura de buscar oportunidades para adquirir conhecimento aliada a políticas públicas, os novos adultos podem superar obstáculos, como as crises econômicas e carente educação básica.
Primeiramente, é possível afirmar que o mercado laboral contemporâneo sofre constantes mudanças que exigem um comportamento proativo do jovem para aproveitar oportunidades de adquirir competências profissionais. Cal Newport, no livro Deep Work, argumenta que a principal maneira de se destacar em um mercado competitivo é entregar habilidades valiosas e raras. Nesse sentido, observa-se que o jovem cidadão deve aproveitar a alta quantidade de informações e cursos disponíveis na internet e livros para se atualizar e atender as demandas do mercado. Esse comportamento independente, bem como as capacidades adquiridas, são citadas por Josué Bressane - gerente de recursos humanos - como um diferencial relevante na contratação de adolescentes.
Entretanto, é necessário ressaltar que os muitos jovens trabalhadores enfrentam dificuldades ligadas à situação econômica de seus países e ao insuficiente conhecimento em áreas básicas do conhecimento. A título de ilustração, o Brasil enfrenta uma crise econômica que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, provocou o desemprego de 12,8 milhões de pessoas até 2019. Essa realidade gera a procura por profissionais mais experientes, dificultando a entrada daqueles mais jovens. Além disso, em países com carente investimento em educação básica, há uma tendência para o crescimento no número de adolescentes que possuem insuficiente capacidade de interpretação textual e de comunicação, o que dificulta a entrada deles em instituições técnicas de especialização.
Dessa forma, visando superar as atuais dificuldades socioeconômicas e produzir profissionais competitivos, urge que ações sejam tomadas pelo Estado. Os Ministérios ligados à Educação e ao Trabalho deverão implementar um plano de reestruturação educacional utilizando verbas públicas. Tal planejamento deve envolver o redirecionamento do excesso de recursos da educação superior para a área básica. Ademais, deve-se investir na construção de mais escolas técnicas de nível médio e institutos federais que forneçam formações focadas nas necessidades do mercado - como cursos técnicos e tecnólogos -, as quais absorverão os alunos que terminarem o ensino fundamental. Dessa maneira, estaria-se agindo em prol da amenização do desemprego de jovens nesses países.