O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 21/09/2020

A inserção e participação ativa do jovem no mercado de trabalho é um assunto recorrente devido aos desafios enfrentados e as oportunidades oferecidas a eles. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 23% dos jovens brasileiros não estudam e nem trabalham. Dessa maneira, é de extrema importância entender os fatores que contribuem para essa problemática. Sendo assim, visando a aplicação e efetivação de medidas que auxiliem na diminuição dessa taxa.

Primeiramente, é necessário salientar que muitas empresas e empregadores possuem receio de contratar jovens profissionais. Isso ocorre, por conta da visão acerca desses indivíduos, ou seja, muitos são tidos como irresponsáveis, por conta de ações como ir para muitas festas e agir de modo impulsivo, e incapazes emocionalmente de lidar com a pressão do trabalho imposto devido à falta de experiência, como exemplo é possível citar um caso descrito pelo escritor Michael Arruda em seu livro Desbloqueie o Poder da Sua Mente, no qual um recém-formado não consegue avançar e concluir todos os seus afazeres devido aos bloqueios mentais que o impediam e sua escassez de prática. Sendo assim, fica exposto que a visão sobre o jovem atual e sua capacidade profissional são fatores de grande importância no momento de escolha de um candidato à uma vaga.

Em segundo lugar, pode-se relacionar essa temática à desigualdade social fincada na sociedade brasileira. Tal fato, está associado à falta e diferença de oportunidades educacionais e profissionais obtidas pela camadas sociais mais carentes, de raça e consideradas inferiores, o que pode ser comprovado a partir de uma pesquisa publicada pelo site Ciência e Cultura, na qual mostra que negros de ambos os sexos e as mulheres recebem na maior parte das vezes de 21% a 50% menos que os homens brancos. Além disso, a mesma pesquisa expõe que a participação das mulheres com menos escolaridade é muito inferior as que possuem maior nível escolar, evidenciado a precariedade do ensino básico para muitos indivíduos. Logo, é explícita a disparidade de chances de jovens dos diferentes grupos de se inserirem no mercado de trabalho.

Por conseguinte, com o objetivo de reduzir essas taxas e garantir a introdução dos jovens no mercado de trabalho, é necessário que o Ministério da Educação forneça cursos de qualificação por meio de institutos e sites com o intuito de melhorar a capacidade profissional dessa camada, a fim de que estejam aptos a lidar com os obstáculos advindos do trabalho imposto. Ademais, o Governo por meio das Secretarias Municipais de Educação devem garantir o acesso das populações carentes e menos favorecidas ao ensino básico e melhorar a infraestrutura das escolas, desse modo, visando o melhor desempenho educacional e consequentemente profissional desses jovens.