O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 28/07/2020
O filme “Escritores da Liberdade” é ambientado em uma escola de um subúrbio estadunidense e retrata a realidade encontrada por uma docente recém formada: alunos sem perspectiva, afetados pela violência e injúrias raciais. Esta é uma história real, que se repete todos os dias no Brasil e em vários lugares do mundo, os sonhos são, muitas vezes, barrados por problemas sociais. Com o modelo educacional em defasagem, torna-se cada vez mais complicada a inserção do jovem no mercado de trabalho, e as oportunidades de ascensão social e econômica gradualmente se distanciam.
Observa-se, em primeira instância um modelo educacional ultrapassado, que não prende a atenção do aluno, fazendo com que ocorra a evasão escolar, que chega a 11% no ensino médio. A metodologia atualmente empregada, é muito vaga, e muitos alunos têm dificuldades na aprendizagem e acabam se convencendo que são incapazes, abandonando a sala de aula. Esse fator, faz com que ele chegue ao mercado de trabalho de forma desqualificada e aceite empregos insalubres e com baixa remuneração.
Entretanto, ainda que o jovem conclua o ensino médio e chegue a faculdade, ele vai encontrar dificuldades de se inserir na área em que adquiriu conhecimento. Pois, comumente, requisita-se experiência prévia na área para a aceitação na vaga de emprego. E ainda há a cultura da indicação: pode-se ter muito a agregar na área, mas se ninguém o indicar, de nada ela valerá.
Portanto, de maneira a tornar a inserção do jovem no mercado de trabalho mais justa, faz-se necessária a atuação do Ministério da Educação, a fim de reformular o modelo de ensino vigente, com a inserção de novas metodologias e até mesmo, a maior oferta de cursos técnicos no contraturno escolar, com o intuito de qualificar os jovens já no ensino médio. Também seria interessante o convênio de escolas com empresas, as quais investiriam na formação do jovens, para, posteriormente, atuarem nessas empresas. Assim, os jovens teriam educação de qualidade e, de acordo com o esforço de cada um, a garantia de um emprego ao concluir a jornada estudantil.