O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 29/07/2020
Com a Revolução Técnico-Científica-Informacional, a partir de 1990, o mercado de trabalho, impactado pela larga implementação de máquinas e robôs, exigiu, cada vez mais, trabalhadores em menos quantidade e, consequentemente, mais qualidade. Diante disso, jovens pobres, atualmente, sofrem para adquirirem preparação e se tornarem mão de obra valiosa para essa nova realidade econômica. Desse modo, não só a falta de condições para absorver capacitação, mas também a inserção na informalidade são pontos que necessitam serem analisados.
Em primeiro plano, gradualmente, a lógica capitalista exige indivíduos proativos e habilitados para diversas funções. Assim sendo, modelo produtivo Fordista, no início do século XX, pregava um alto número de empregados nas indústrias, associado a especificidade em uma única atividade. Porém, o padrão Toyotista, influenciado pela globalização, introduziu a ideia de poucos trabalhadores - polivalentes e versáteis- no processo. Nesse sentido, as universidades se mostraram com uma ótima ferramenta na consolidação desse método, principalmente pela sua democratização nos últimos anos. Entretanto, jovens periféricos, desde cedo, necessitam ajudar financeiramente seus pais, em trabalhos duros, ficando à margem dessa realidade, ganhando salários insignificantes e sofrendo forte exploração.
Concomitante a isso, a ausência de meios para se introduzir nessa conjuntura leva jovens a entrarem em trabalhos informais. À vista disso, na série “Peaky Blinders”, da Netflix, é mostrado como desde o início da Primeira Revolução Industrial, no fim do século XVIII, a falta de empregos formalizados conduziu indivíduos à condições laborais insalubres. Destarte, essa problemática gera a omissão de serviços básicos e essenciais - carteira assinada, férias e salário digno-. Por isso, legítima a desigualdade social, produzindo uma geração de cidadãos que estarão postos ainda mais na pobreza.
Fica evidente, portanto, que a oportunidade de um ofício digno é um direito inexistente para os menos favorecidos economicamente.Logo, o Ministério do Trabalho em conjunto com Empresas privadas, deve destinar uma cota específica para a implementação de jovens baixa renda em cada empresa. Por meio da criação de uma lei própria para tal obrigatoriedade, implementando uma forte fiscalização trimestral. Assim como, com a utilização de publicidades e panfletos nas periferias.No mai, fornecer condições para que o adolescente mantenha seus estudos e conclua um curso superior. Espera-se, com isso, que a nova realidade da informação, no mercado de trabalho, tenha espaço para todos.