O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 29/07/2020
No filme “Os estagiários”, é evidente que o mercado de trabalho vem se tornando cada vez mais competitivo. Em virtude disso, as empresas estão exigindo cada vez mais qualificações e características específicas dos candidatos. No filme há várias cenas nas quais mostram a acirrada competição para conquistar uma vaga na empresa “Google”, e os participantes tinham que por em prática suas qualidades de valor e de conhecimento para vencer. Fora da ficção é relevante elencar desafios e oportunidades que dificultam e facilitam a inserção desses jovens no mercado de trabalho, tais como: a falta de infraestrutura para o jovem se qualificar e criação de programas que os favoreçam de alguma forma.
Em primeira análise, de acordo com o IPEA, sabe-se que no Brasil 23% dos jovens não trabalham e nem estudam, sem dúvidas, um dos fatores a se relacionar é a falta de infraestrutura pública e familiar. Nesse sentido, pobres e, principalmente, a população periférica não possuem acesso a uma educação básica de qualidade. Além disso, muitos precisam ficar em casa para cuidar dos filhos e outros seguem o caminho do crime. Por consequência, a falta de amparo familiar e governamental para prover uma educação melhor, transforma a inserção desse indivíduo no mercado de trabalho ainda mais difícil e uma competição desigual.
Em segunda análise, existem programas que ajudam os jovens a entrar no mercado de trabalho, eles podem ser tanto do governo, quanto de empresas privadas, como por exemplo, o SENAI. Essa empresa tem o programa de aprendizagem onde jovens se especializam em um curso técnico gratuitamente, logo, muitas vezes conseguem uma vaga em indústrias parceiras do SENAI. Sendo assim, quanto mais empresas privadas e instituições governamentais criarem programas para essa mesma finalidade, menor vai ser a taxa de desemprego, a qual atingiu seu auge de 12,9% no primeiro semestre de 2020 e também maior será a redução da pobreza.
Torna-se evidente, portanto, para que o jovem vença a batalha de tornar-se empregado ou empreendedor, é necessário uma educação básica de qualidade e programas que estimulam a sua inserção. Assim, cabe ao Ministério da Educação criar um “kit” básico de livros e dvd’s, por meio de uso dos investimentos destinados a essa área. A fim de conceder autonomia aos estudantes, desse modo, mesmo que o aluno não tenha entendido a matéria ou conseguido comparecer na escola, ele possa tirar um tempo na sua casa para aprender. Além disso, é responsabilidade também das instituições do governo e empresas privadas criarem programas como o do SENAI e o Jovem Aprendiz, ampliando as oportunidades para aqueles jovens que buscam emprego. Dessa forma, é possível inserir os jovens brasileiros no mercado de trabalho com mais facilidade.