O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 29/07/2020

O mercado de trabalho está, cada vez mais, competitivo, de modo que, para ser um trabalhador de sucesso, as pessoas devem possuir um alto nível de qualificação acadêmica. Portanto, observa-se que os jovens, ao completarem 18 anos têm dificuldade de achar um bom emprego, visto que a educação básica no Brasil é, em grande parte, muito ruim, já que não prepara o estudante para a vida profissional. Isso ocorre, por dois motivos: a falta de investimentos públicos, resultando no sucateamento das escolas, atrapalhando o aprendizado, e o enfoque da Base Nacional Comum Curricular em matérias muito teóricas, que apesar de serem importantes na formação social do indivíduo, não contribuem para a capacitação técnica, característica essencial no mercado.  Logo, uma melhoria na educação é imprescindível para que os jovens sejam empregados.

Dessa forma, de acordo com o filósofo sul-coreano, Byung Chun Han, vive-se, no século XXI, uma sociedade do desempenho, que os indivíduos são extremamente cobrados e aqueles que não conseguem atingir um grau de excelência minimo, são penalizados pelo sistema vigente. Por conta disso, caso não haja reformas na educação básica, os jovens que querem arrumar um bom emprego se verão limitados, visto que as boas vagas são dedicadas aos mais estudados. Ademais, percebe-se, desde a Primeira Revolução Industrial, uma diminuição da necessidade de serviços manuais, visto que grande parte desses foram substituídos por máquinas robôs. Assim, o método de ensino arcaico, que não contempla as novas tecnologias é mais um empecilho à capacitação desses futuros trabalhadores.

Esse estilo de educação ultrapassada é criticado pelo pedagogo Paulo Freire, que compara o “sistema educacional bancário” com o “sistema educacional transformado/ libertário”, no qual, o primeiro, dominante no Brasil, tem como intuito manter a estrutura de exclusão social do país, através na incapacidade de fornecer uma base para que qualquer um possa ter um bom emprego. Enquanto isso, o segundo, que é o mais correto, promoveria a formação completa do indivíduo, o permitindo melhorar sua carreira profissional. Dessa forma, os estudantes, apesar de terem um grande potencial para ocuparem novos cargos de trabalho, essa capacidade é enfraquecida por uma educação falha.

Frente ao exposto, os jovens apresentam um problema educacional, atrapalhando de serem inseridos no mercado de trabalho. Logo, para melhorar a educação básica no Brasil, o MEC deve implantar medidas nas escolas que favoreçam a formação profissional do indivíduo, por meio da existência de matérias mais técnicas e a capacidade de especialização em áreas que os alunos tenham interesse. A efetividade desse modal pedagogo é comprovada por países, como Noruega e Suíça, reconhecidos pela excelência educacional e o alto índice de empregabilidade de seus estudantes.