O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 30/07/2020
Para o economista Klaus Schwab, o mundo presencia a mudança quantitativa da eletrônica para um novo paradigma qualitativo, a 4ª Revolução Industrial. Nessa nova era, as alterações da sociedade provocadas pelos avanços tecnológicos são sentidas por uma mesma geração. Os câmbios provocados pelo emprego de novos processos e atores na produção mercantil são mais sentidos pelos jovens, que enfrentam dois grandes problemas oriundos da nova dinâmica laboral: desemprego mais acentuado e maior exploração laboral.
De início, vale ressaltar que, com o maior emprego de robôs na produção industrial, os empregos tornam-se rarefeitos. Segundo a Organização das Nações Unidas, cerca de cem mil robôs são adicionados anualmente às fileiras das indústrias. De acordo com a Agência Brasil, os jovens são mais afetados pelo desemprego, pois contam com menor escolaridade e carecem de rede de contatos no mundo do trabalho. Desse modo, muitos jovens são compelidos a buscar sustento na informalidade.
Além disso, quando prestam serviços à empresas como Uber e Ifood, não são pagos pela totalidade do serviço prestado, pois arcam com os custos de manutenção do veículo que utilizam e também com possíveis sinistros decorrentes da atividade. Alguns aplicativos chegam a limitar a quantidade de horas trabalhadas, porque muitos precarizados, por conta da má remuneração oferecida, excedem 12 horas diárias em serviço. Por conseguinte, fica evidenciada a exploração a qual estão submetidos os jovens.
Portanto, para que as mudanças tecnológicas não sejam sentidas negativamente pelos jovens, o Governo Federal deve elaborar programa de incentivo à indústria, cujos recursos serão obtidos pela taxação de grandes fortunas, conforme previsto na Constituição. Nesse programa, indústrias que empreguem jovens devem receber abatimento em impostos. Dessarte, menos jovens serão submetidos à superexploração.