O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 30/07/2020
No filme “Vingadores: Guerra Infinita”, da produtora Marvel Studios, é apresentado o caráter excludente presente na equipe, uma vez que o jovem Homem-Aranha é impedido de trabalhar com o grupo pelo fato de ter pouca idade. Analogamente, no Brasil, em pleno século XXI, atos como o do filme são contantes, visto que os jovens são acometidos por inúmeros barreiras que os impedem de se inserirem no mercado de trabalho. Diante disso, é necessário estabelecer que a falta de oportunidades e a precariedade da educação pública, no contexto do desenvolvimento profissional, fazem com que a integração trabalhista dessa faixa etária seja uma utopia.
A priori, é válido destacar que a escassez de oportunidades é um dos “antígenos” que deletam a possibilidade de inserção plena dos jovens no âmbito do trabalho. Na música “Poetas no Topo 3.3”, da gravadora Pineapple Storm Records, o cantor MC Cabelinho afirmou que “a desculpa é sempre a falta de experiência, mas como ter experiência sem oportunidade?”. Nesse sentido, nota-se que a canção é um reflexo do panorama hodierno, já que grande parte das empresas buscam indivíduos com currículos fartos, com o propósito de crescer a curto prazo. Com isso, os cidadãos da nova geração são esquecidos no “banco de reservas”, em que terão que travar batalhas intensas para conseguir um cargo.
Além disso, existe outro fator que impede a progressão crescente de vínculos empregatícios com os jovens brasileiros. O cenário de “desmoronamento” do setor educacional é uma das drogas responsáveis por eclodir uma overdose de despreparo nesse grupo. Dessa maneira, é imprescindível atribuir tal situação ao potencial de negligência das entidades governamentais, dado que em março de 2019, o Governo Federal anunciou o bloqueio de cerca de 5,81 bilhões de reais na área da educação. Logo, cria-se um círculo vicioso de “deseducação” dos adolescentes e, consequentemente, de problemas para ingressar na esfera do trabalho.
Em suma, medidas precisam ser tomadas para atenuar tais impasses. O Ministério da Economia deve, por meio de parcerias com instituições privadas, garantir a disponibilização de um elevado contingente de vagas para o público jovem, a fim de que tenham oportunidades de mostrarem o seu poder de produção e transformação. Cabe também ao Poder Legislativo, por intermédio do Ministério da Educação, criar leis que estabeleçam um teto de investimento elevado e seguro para o ensino básico e superior, com a finalidade de formar cidadãos capacitados para qualquer tipo de trabalho. Dessa forma, os jovens terão seu espaço no mercado de trabalho e o filme será apenas uma base de entretenimento.