O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 31/07/2020
A Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o bem-estar físico, mental e social. Contudo, essa não é uma realidade brasileira, visto que a dificuldade para ingressar no mercado de trabalho ainda é uma problemática real. Sob esse aspecto, dois fatores não podem ser negligenciados: as dificuldades do cenário econômico brasileiro e a desigualdade de acesso à capacitação profissional. Dessa forma, medidas cujo objetivo sejam reduzir o índice de jovens quue não trabalham e não estudam no país devem ser tomadas.
Em uma primeira análise, vale ressaltar que a crise econômica no Brasil se agravou devido a pandemia causada pelo coronavírus e corroborou a baixa oferta de empregos no país. Segundo o Instituto Fiscal Independente, o desemprego pode passar de 14% até o final de 2020, prejudicando toda a classe trabalhadora brasileira. Nesse interím, jovens recém-formados ou com pouca experiência no mercado de trabalho se encontram em desvantagem na busca por uma vaga de emprego no atual mercado hipercompetitivo, já que, na maioria dos casos, o empregador preza pela experiência prática.
Concomitantemente, soma-se ao supracitado que a maioria das empresas contemporâneas seguem o modelo Toyotista, no qual exigem mão de obra qualificada. Entretanto, nem todos os brasileiros contam com o devido incentivo em obter uma boa capacitação, e isso é devido a negligência ainda na base educacional. A exemplo disso, o índice de aproveitamento escolar do IDEB demonstrou que, em 2017, o Ensino Médio das redes privadas obtiveram nota média 7, enquanto que nas redes públicas a nota foi 5. Nesse contexto, os alunos da rede pública dependem de um sistema de ensino falho e que agrava ainda mais a desigualdade social no país.
Perante o exposto, são necessárias medidas intervencionistas governamentais. Urge que o Governo Federal, em uma parceria com empresas privadas, expande a oferta de empregos para jovens em troca de incentivos fiscais, para que a juventude adquira experiência prática no mercado de trabalho ainda cedo. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação promover projetos de aperfeiçoamento profissional no Ensino Médio da rede pública, como palestras vocacionais e motivacionais, para aumentar a acessibiloidade do acesso a informações sobre o mercado de trabalho e sua importância. Com essas medidas, será possível observar um aumento gradual e com menor desigualdade de jovens ativos na sociedade brasileira.