O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 08/08/2020

Com sua base na revolução industrial do século XVIII, o trabalho conhecido como atualmente, passou por diversas modificações ao longo de sua história. Indubitavelmente, os jovens possuem suma importância na adequação das empresas à contemporaneidade, devido ao seu convívio com as tecnologias. Todavia, é observado que há uma problemática quanto à inserção desta juventude no mercado de trabalho, resultado da desigualdade de oportunidades cujas consequências afetam a todos.

Em primeiro plano, o sucateamento das instituições de regiões marginalizadas tem por consequência: uma formação educacional de má qualidade, quando não há evasão escolar por necessidades tais como a gravidez precoce ou necessidade de dinheiro. Além disso, a exigência de qualificação cada vez maior na lógica competitiva do mercado, atua como uma das formas de violência simbólica do sociólogo Pierre Bordieu - uma violência que se manifesta silenciosamente através de símbologias. Desta forma, estes símbolos, somados ao “paradoxo da experiência” - empresas exigindo experiência para jovens que estão buscando o primeiro emprego - favorecem a continuidade e o aumento do desemprego entre a juventude.

Não obstante, diversas são as consequências desta problemática. Em um primeiro momento ocorre o surgimento do “precariado” - termo adotado pelo sociólogo Ruy Braga para definir a precarização do proletariado. Esta classe social, vive à margem do sistema, necessitando muitas vezes de se submeter à adoção de empregos sem registros, ou seja: sem ter a garantia de seus direitos como trabalhador. Além disso, visto que o Brasil se encontra em uma inversão da pirâmide etária - um histograma que mostra a distribuição de pessoas por faixa de idades - tendo um aumento do número de idosos em contraste com a diminuição de nascimentos. Assim, torna-se de extrema importância que o jovem trabalhe para uma arrecadação maior da máquina estatal, a fim de cobrir os gastos com políticas sociais futuras.

Urge portanto, a necessidade de que o Ministério da Educação, por meio de palestras - oferecidas gratuitamente fora do horário de aula - discutam a importância do mercado de trabalho para a juventude, além de promoverem cursos profissionalizantes com o objetivo de qualificar o estudante. Ademais, cabe ao Ministério da Economia aumentar o percentual de jovens contratados pelo sistema do “Jovem Aprendiz” - que hoje conta com 5% a 15% - a fim de que tenham mais oportunidades para sua inserção no mercado.