O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 05/08/2020

A obra “O triste fim de Policarpo Quaresma”, do modernista Lima Barreto, revela seu protagonista com a característica marcante do ufanismo, acreditando em um Brasil utópico. Contudo, em tempos hodiernos, o descaso político e social com os desafios e oportunidades encontrados no mercado de trabalho para o jovem contemporâneo, torna o país distante do imaginado pelo sonhador personagem. Nesse viés, esse imbróglio é chancelado pelo Poder Público, bem como pela má formação socieducacional.

Em primeira análise, convém ressaltar a desídia Governamental como impulsionadora do problema. Á luz do exposto, de acordo com o artigo 205 da Constituição Federal, a educação, direito de todos e dever do Estado e da Família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Entretanto, a realidade vai de encontro com a Carta Magna, uma vez que não só a falta de políticas públicas incisivas, como também a falta de cursos capacitadores, leva os indivíduos  a encontrar desafios ao tentar se inserir no mercado trabalho. Destarte, a inércia Estatal é um fator primordial para que aumente a quantidade de infantos desempregados.

Faz-se mister, ainda, salientar que a educação é a causa principal para o desenvolvimento de um país. Imerso nessa logística, vale pontuar o pensamento do intelectual Paulo Freire ao ressaltar que, " se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." Na esteira desse raciocínio, é notória que a evasão escolar contribui para que o caos persista, pois muitos jovens deixam de estudar, ou por falta de interesse ou pela necessidade de trabalhar, na qual acaba sendo difícil de adquirir experiência, e esses adolescentes ficam a mercê das poucas oportunidades que são oferecidas. Logo, são obrigados a trabalhar em locais com escassez de estrutura, bem como pela péssima qualidade de trabalho.

Infere-se, portanto, que o Estado torne as leis mais efetivas, por intermédio de projetos aprovados pelo parlamento, que visem a ampliação de projetos de emprego e também capacitar os jovens, por exemplo, com cursos destinados aos cidadãos, mediante investimento, de modo que a Constituição do país torne-se mais pragmática, por conseguinte, o direito dos infantos sejam plenamente garantidos. Ademais, cabe as Instituições Escolares, em parceria com as Famílias, proporcionem sapiência e disseminem princípios concretos, por meio de atividades lúdicas, palestras, seminários os quais envolvam discussões e debates sobre a evasão escolar, a fim de sanar as dificuldades encontradas pelos jovens ao tentar se inserir no mercado de trabalho.