O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 01/08/2020
A partir da Segunda Revolução Industrial, as fábricas começaram a exigir uma maior qualificação dos seus trabalhadores, isso devido à crescente automatização das indústrias do século XIX. Embora isso tenha sido um avanço perante à alienação da Primeira Revolução Industrial, a exclusão de pessoas “não qualificadas” contribui para uma massa de desempregados, principalmente de jovens. Diante disso, torna-se clara a necessidade de uma solução para essa problemática social, com o intuito de promover a integração desses jovens no mercado de trabalho.
A priori, segundo uma reportagem publicada no portal de notícias G1, no ano de 2019 houve um aumento de 57% no número de jovens - com idades entre 18 e 29 anos - desempregados, somando mais de 7 milhões segundo o último levantamento do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio). Isso é reflexo da falta de oportunidade de qualificação profissional dessa juventude que conclui o ensino médio sem perspectivas de inserção no mercado de trabalho. Tais fatos deixam claro que é preciso uma solução para esse problema que tem se agravado ainda mais nos últimos anos.
Outrossim, a falência da educação brasileira é outro fator que contribui drasticamente para esse cenário. Em uma entrevista dada a TV Câmara, o presidente da FIESP Paulo Skaf ressaltou que o ensino público brasileiro não prepara o jovem para o mercado de trabalho, somente retarda sua qualificação profissional com a falta de integração do ensino regular com o técnico. Isso sintetiza que o problema do desemprego dos jovens é muito mais complexo, visto que na formação educacional o mesmo não é direcionado para aquilo com o qual possui mais afinidade.
Nesse contexto, fica evidente a necessidade de soluções que visem corrigir essa anomalia social. Para isso, o Ministério do Trabalho em conjunto com o setor privado, devem desenvolver um programa que selecione jovens concluintes do ensino médio, a fim de capacitar e direcionar esses para o mercado de trabalho, em contrapartida, o Governo deve desenvolver incentivos fiscais para as empresas parceiras, com o objetivo de estimular a participação nesse projeto e consequentemente diminuir os altos índices de desemprego de jovens no Brasil. Somado a isso, o Ministério da Educação deve buscar em outros países - como, por exemplo, a Coreia do Sul que é referência em educação - um novo modelo de ensino que estimule e direcione os discentes para uma melhor formação educacional e adicionalmente profissional, para que esses sejam integrados facilmente ao mercado de trabalho. Com isso, sera possível uma mudança nesse cenário tão preocupante.