O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/08/2020

No aclamado filme “À procura da felicidade”, é retratado a difícil vida de Chris Gardner, que segue em busca de um emprego para obter um melhor bem-estar social. Fora da ficção,embora o mercado de trabalho contemporâneo tenha surgido com novas oportunidades, nota-se que a falta de empenho do Estado em transmitir as habilidades necessárias e a comodidade dos jovens, são empecilhos que prejudicam o acesso desses indivíduos a essas novas funções.

Em primeiro lugar, é preciso que o Governo estabeleça um suporte adequado aos jovens, para que esses possam ter uma mão de obra de acordo com as novas oportunidades. Nesse sentido, segundo John Locke,os indivíduos confiam seus direitos ao Estado, que, em contrapartida, deve - ou deveria - garantir direitos básicos a população, tal como a educação de qualidade, atributo esse que prepara melhor os jovens para o mercado de trabalho.Todavia, os investimentos nessa área tem se reduzido em mais 50% nos últimos quatro anos, consoante matéria do Portal UOL, o que ratifica a indiferença do Governo nesse quesito.

Ademais, também compete a juventude uma maior objetividade e sagacidade para adentrar ao mercado de trabalho contemporâneo. Nesse viés, percebe-se que o medo de sair da “zona de conforto” e buscar novas aventuras é um fator que atrapalha os jovens, o que acarretou na criação do termo “geração nem-nem” - que nem estudam e nem trabalham. Tal fato é comprovado pela pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a qual revela cerca de 23% dos jovens brasileiros não trabalharem e nem estudarem, vivendo em sua maioria as custas dos pais.

Evidencia-se, portanto, que a falta de impeto dos jovens e a omissão do Estado tem prejudicado o acesso ao mercado de trabalho.Diante disso, cabe ao Governo Federal, destinar maiores verbas para setores educação,em especial nas áreas de tecnologia e pesquisa em universidades, de modo a qualificar os jovens e aguçar a criatividade e entusiasmo. Assim, podendo se distanciar do termo “geração nem-nem”.