O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/08/2020
De acordo com pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os jovens representam 42% da população de subutilizados, isto é, indivíduos que não trabalham, trabalham poucas horas ou desistiram de procurar emprego. Nesse contexto, fica evidente a dificuldade enfrentada por esse grupo social ao tentar ingressar no mercado de trabalho. Sendo assim, é de fundamental importância que medidas sejam tomadas a fim de garantir o direito ao trabalho, conforme previsto pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Em primeiro lugar, a dificuldade enfrentada pelos jovens para ingressar no mercado de trabalho é reflexo das desigualdades sociais presentes no país. Segundo o IBGE, 35% das pessoas em idade de trabalhar não concluíram o ensino fundamental. Portanto, a baixa qualificação dos jovens e o elevado índice de evasão escolar, resultado da falta de acesso à educação de qualidade por grande parte da população, é um fator que explica as altas taxas de desemprego entre os jovens brasileiros. Além disso, a maior parte dos empregadores busca pessoas com mais experiência, o que dificulta aos jovens a obtenção do primeiro emprego.
Por outro lado, uma maior participação dos jovens no mercado de trabalho pode ser uma grande vantagem para muitas empresas. A partir da troca de conhecimento entre as diferentes gerações, a experiência dos mais velhos é somada à facilidade dos jovens de lidar com as novas tecnologias e inovações, contribuindo para um crescimento mútuo entre empregado e empregador.
Logo, é de extrema importância que medidas sejam tomadas a fim de promover a inserção dos jovens no mercado de trabalho. Para isso, cabe ao Ministério da Educação garantir o acesso a um ensino de qualidade a todos os cidadãos, além de oferecer cursos técnicos e profissionalizantes, a fim de promover a qualificação dos jovens e reduzir os efeitos da desigualdade social. O Ministério do Trabalho, por sua vez, deve ampliar programas como o “Jovem Aprendiz” e oferecer incentivos a empresas que contratarem jovens para o primeiro emprego. Com isso, a falta de experiência desse grupo social deixa de ser um empecilho ao ingresso no mercado de trabalho. Somente assim será possível garantir o pleno direito ao trabalho aos jovens e promover a redução das desigualdades sociais.