O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/08/2020

Com o advento da terceira revolução industrial a grande quantidade de mão de obra utilizada foi substituída por máquinas. Consequentemente, a sociedade apresenta um cenário de maior desemprego e competição por vagas no mercado de trabalho, uma vez que mão de obra qualificada é necessária. Nessa perspectiva, fica claro que a carência de preparação profissional advinda das escolas, assim como a ausência de estabilidade emocional dos jovens são entraves para seu ingresso no ramo trabalhista.

Em primeiro plano, é crucial que os jovens recebam formação adequada para ingressarem no mercado de trabalho, uma vez que a competição exige uma maior qualificação dos trabalhadores. Contudo, o sistema educacional vigente é ultrapassado e incapaz de fornecer as alunos as habilidades necessárias, ainda que o artigo 205 da Constituição Federal de 1988 garanta esse direito. Desse modo, percebe-se que as escolas não tem exito em sua função, visto que apenas preparam os estudantes a fim de terem sucesso em provas seletivas.

Outrossim, é válido salientar que devido a falta de estabilidade emocional na há um crescimento no número de pessoas que desistem de procurar emprego, dado que não acreditam na possibilidade de sucesso. Nesse contexto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) houve, em 2020, um aumento 0,5% de desalentados, pessoa que está fora da força de trabalho, em relação a 2019. Em vista disso, entende-se que o mercado de trabalho exige, além de qualificação profissional, resiliência.

Portanto, cabe ao Ministério da educação revisar os métodos de ensino aplicados na Base Nacional Comum Curricular, acrescentando estudo sobre o mercado de trabalho e as maneiras de adentra-lo. Ademais, é necessário que o Ministério da Saúde, juntamente com as escolas, trabalhe com os alunos educação emocional por meio de palestras e consultas com psicólogos. Dessa maneira, os jovens terão maior noção do que é necessário para ingressar no ramo trabalhista, além de estarem mais preparados para as dificuldades que enfrentarão.