O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 04/08/2020

Desde o livro “Utopia”, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa o mercado de trabalho para o jovem contemporâneo, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência e a compactuação da sociedade.

Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de falta de oportunidades para os jovens no país. Um exemplo disso é que apenas 28% dos jovens brasileiros trabalham, devido à falta de projetos que incentivem e facilitem a entrada dos mesmos no mercado de trabalho. Nesse sentido, o sociólogo Alemão, Jurgen Habermas, afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.

Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de políticas públicas que facilitem a entrada dos mais jovens no mercado de trabalho, medidas que deixariam a resolução do problema mais próxima, e, devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores, isso não acontece.

Logo, é necessário que o governo aumente as oportunidades de entrada no mercado de trabalho, por meio de uma ampliação da lei, já existente, que obriga as empresas contratarem jovens, com o propósito de reduzir os desafios existentes. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre as transformações benéficas que o trabalho pode trazer para o jovem. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de normalizar o trabalho entre os mais jovens. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.