O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 02/12/2020

Desde o iluminismo, entende-se quem uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Entretanto, quando observa-se as dificuldades do jovem em conseguir oportunidades de emprego, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado apenas na teoria e não desejavelmente na prática. Dessa forma, a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela carência de ofertas de emprego, seja pelo repúdio das empresas em contratar o público mais jovem e sem experiência.

Primeiramente, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser aplicada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que as poucas ofertas de emprego que a atualidade oferece para o público, principalmente ao mais jovem, rompe com essa harmonia, haja vista que a maioria das empresas não ofertam vagas de emprego, e estão sempre com o mesmo padrão de contratados. Esse fato, pode ser observado quando analisa-se dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em que deixa claro que 23% dos jovens brasileiros não trabalham. Assim, infelizmente, a problemática prevalece no país.

Outrossim, destaca-se o repúdio das empresas em contratar o grupo de jovens sem experiência como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que não há oportunidade para esse percentual que, provavelmente, acabaram de concluir o ensino médio, ou o ensino superior. Logo, as empresas acabam não dando a chance do jovem desenvolver-se profissionalmente. Resumindo, a maioria dos contratantes dão preferência ao público que já possui experiência na área e acabam descartando o futuro do país que é a população juvenil. Sendo assim, infelizmente, o número  de jovens desempregados cresce  e esse aumento afeta, entre outros, o desenvolvimento do país.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem regredir o percentual de jovens desempregados. Destarte, o Ministério do Trabalho e emprego (MTE) deve aprimorar e estabelecer regras nas empresas, que defina um percentual maior obrigatório de contratados jovens para que ocorra o funcionamento da mesma, promovendo oportunidades da inserção dos mais novos no mercado de trabalho. Não obstante, o Ministério da Educação (MEC) deve promover, de caráter obrigatório, nas escolas, aulas de empreendedorismo, ministradas por professores, para que ensinem o aluno a como preparar-se para entrar no mercado de trabalho, a fim de que o jovem adquira mais conhecimento e mais facilidade para conseguir conquistar o seu trabalho.