O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 12/08/2020
O livro “Crime e castigo” do escritor russo Fiódor Dostoiévski descreve a vida de Raskónikov, um ex-estudante de Direito que precisou abandonar a faculdade devido às dificuldades financeiras, e por isso, não tinha esperança de conseguir uma fonte de renda para seu sustento. Fora da ficção, os jovens brasileiros também se encontram desesperançosos quanto ao mercado de trabalho. Nesse sentido, a falta de incentivo do Estado e o consequente despreparo dos jovens formam fatores significativos na problemática.
A priori, destaca-se a negligência estatal em relação aos desafios enfrentados pelos jovens no mercado de trabalho. O filósofo Jean-Jacques Rousseau afirmava que o governante era apenas um funcionário do povo, que é o verdadeiro soberano. Contudo, os jovens contemporâneos não são prioridade para o governo, uma vez que este não investe em políticas públicas que facilitem o ingresso de jovens no mercado de trabalho, consequência disso, é a quantidade relevante de jovens que não trabalham e nem estudam.
A posteriori, enfatiza-se a falta de preparo da juventude como substrato da omissão do Estado. Segundo o intelectual do Império Romano Sêneca, " A educação exige os maiores cuidados porque influi sobre toda a vida". Nesse panorama, percebe-se a relevância da educação no que diz respeito à preparação intelectual e emocional dos estudantes, já que são extremamente necessárias algumas habilidades para a inserção no meio profissional. Todavia, a falta de investimentos do Estado para que haja uma educação com estrutura acadêmica satisfatória torna utópica a ideia de uma juventude capacitada.
Portanto, cabe ao Governo Federal, incentivar financeiramente as instituições como o CIEE para que melhorem a expansão do serviço prestado por elas a fim de alcançar mais jovens e, assim, aumentar as oportunidades de empregos. Ademais, cabe ao Governo federal associado ao Ministério da Educação, investir em inteligência emocional por meio da inclusão dessas disciplinas nas escolas para que os jovens estudantes desenvolvam habilidades necessárias para adentrar no mercado de trabalho. Dessa forma, situações como a de Raskólnikov se limitará à ficção.