O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 12/08/2020
Desde a Revolução Industrial, a mão-de-obra foi substituída por máquinas e, com isso, os índices de desemprego aumentaram exponencialmente. Nesse contexto, as oportunidades no mercado de trabalho tornaram-se desafiadoras, sobretudo para os jovens, devido à ínfima experiência adquirida por essa classe e à desqualificação do ensino básico. Logo, cabe o debate acerca desse tema na contemporaneidade.
Sob tal óptica, destaca-se que, de acordo com a “Teoria da Tábula rasa”, do filósofo John Locke, todo o conhecimento é adquirido pela experiência. Dessa forma, a capacitação do jovem acontece após as oportunidades no ramo laboral. Entretanto, as empresas exigem o oposto: para conseguir um trabalho, deve haver aprendizado prático - evidenciando um paradoxo. Infere-se, diante dos fatos, que a baixa experiência dos jovens é um desafio para ingressar no mercado de trabalho.
Ademais, ressalta-se outro empecilho: a qualidade da educação. Nesse viés, a grade curricular brasileira é limitada, já que não há preparação voltada para o mercado de trabalho. Tal realidade é corroborada diante dos dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada: 28% dos jovens trabalham. Depreende-se que, para mudar esse cenário, é necessário mudar o ensino, visto que, segundo Mandela, vencedor do prêmio “Nobel da Paz”, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de medidas que minimizem o problema abordado. Para tal, é fundamental que o Ministério da Educação (MEC) aumente o oferecimento de Cursos Técnicos, por meio da redistribuição de verbas no referido órgão, tendo em vista que eles incluem aulas voltadas para o mercado de trabalho ainda no ensino básico, sendo assim, uma ampliação significativa da grade curricular. Desse modo, os jovens estarão expostos a um alto de nível de conhecimento e, consequentemente, haverá mais oportunidades para essa classe no mercado de trabalho.