O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 05/08/2020
O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo, traz consigo muitas oportunidades, porém muitos desafios, ambos acarretados por diversos motivos. Em um lado positivo, é uma ótima oportunidade à todos aqueles que almejam as primeiras ou mais experiências profissionais, mas por um ponto de vista mais negativo, o mercado de trabalho está ficando cada vez mais exigente para com seus candidatos. Visto isso, faz-se necessário alterações nesse cenário.
Primeiramente, segundo a teoria da Tábula Rasa, ou cesto vazio, de John Locke, um sujeito ao nascer, é como uma folha em branco, sem nenhum conhecimento, nenhuma experiência, e serão essas experiências que gerará o conhecimento, assim, consequentemente preencherá esse branco, como dito, com conhecimentos e atributos. Nesse sentido, problemas como a desigualdade faz com que essa folha fique com lacunas, devido a falta ou nenhum tipo de qualificações. Como aqui descrito, o mercado de trabalho exige cada vez mais experiências e qualificações, uma vez que, pais da elite conseguem através do dinheiro, sustentar seus filhos, para que os mesmos adquiram mais conhecimento e assim, consigam melhores cargos. Já os jovens de famílias mais pobres, muitas vezes necessitam trabalhar e estudar ao mesmo tempo, assim acabam não tendo as melhores qualificações e ficam com os piores cargos, ou conseguem trabalhos informais, uma vez que as causas do mesmo acarretam no abandono da escola, por parte desses jovens, por não conseguirem conciliar um com o outro.
A partir da Lei 10.097/00 da Aprendizagem, foi criado o Jovem Aprendiz, que é um programa do Ministério do Trabalho, com o objetivo de diminuir a taxa de desemprego dos jovens, que ao mesmo tempo, em que são contratados, eles são matriculados em cursos-técnicos de aprendizagem. Esse programa é uma ótima oportunidade a todos os jovens, fazendo com que cada um consiga compreender o que é necessário ter para a conquista do primeiro emprego, compreender a importância de saber trabalhar em grupo, e também ajuda-os a ganhar experiências e qualificações adequadas e necessárias exigidas por muitos no mercado de trabalho.
Diante dos fatos apresentados, é necessário uma democratização de uma educação de qualidade, em que o Governo investiria na criação de mais escolas politécnicas, inserindo tecnologias e métodos mais atrativos, o que poderia despertar mais interesse nos alunos, que passariam a se esforçar mais. Em conjunto, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, poderiam incrementar palestras de incentivo aos alunos, em que elas esclareceriam a importância de uma formação adequada para a entrada no mercado de trabalho. Ambas as ações, teriam como finalidade, facilitar a entrada de jovens nessa área, com mais facilidade e fazer com que os mesmos tenham diversas oportunidades.