O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 16/08/2020
Na série, As Telefonistas, é narrada a história de quatro jovens que se intercruzam em uma companhia telefônica e lutam por direitos sociais, na qual uma delas, Marga, para ter acesso ao mercado de trabalho necessitou migrar para a capital em busca de oportunidades. Semelhante a essa época, no contexto brasileiro contemporâneo, o acesso ao mercado de trabalho ao jovem ainda se apresenta em um cenário desafiador e ainda restrito a uma parcela da população. Isso acontece devido a falta de políticas assistencialistas e do déficit educacional ofertado ao público juvenil brasileiro.
Em primeira análise, é indubitável que o ingresso do jovem ao mercado de trabalho possibilita oportunidades de suma importância para o seu desenvolvimento como cidadão brasileiro. Uma vez que, proporciona ao jovem conhecimento, capacitação e responsabilidade. De acordo com Karl Marx, o trabalho é um fator principal da realização do ser humano. Logo, para esse direito ser garantido entre os jovens, é importante que a implementação de uma assistência social seja integrada e estimulada pelo governo, isso porque é visivelmente perceptível o restrito acesso a esse direito e pouco estimulada, comprova-se isso com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na qual somente 15% dos jovens trabalham e estudam.
Outrossim, vale ressaltar também que os desafios ao acesso ao mercado de trabalho estão diretamente relacionados ao déficit educacional ofertado pelas instituições públicas. Visto que, poucos jovens tem acesso a uma educação de qualidade, estímulo e capacitação profissional para ingressarem no primeiro emprego. No livro, Quarto de Despejo, a autora Carolina Maria de Jesus ilustra a preocupação com o futuro dos seus filhos corroborada pelo restrito acesso a oportunidades ao ensino educacional. Nesse viés, a arte tendo relação diretamente com a realidade, hoje são milhares de Carolina de Jesus preocupadas com o futuro dos seus filhos. Dessa forma, a promoção de uma educação de qualidade para todos é imperativo para a inclusão ao mercado de trabalho.
Portanto, urge que o Governo Federal em parceria com as ONGS, direcione políticas assistencialistas voltadas ao público juvenil, principalmente em locais marginalizados, por meio da promoção de cursos profissionalizantes, afim de proporcionar a capacitação e o estímulo ao acesso ao mercado de trabalho. Além disso, cabe ao Poder Executivo cobrar e exigir a oferta de uma educação qualificada do Ministério da Educação, por meio da imposição do Estado no aumento em verbas educacionais, para capacitar profissionais educacionais no preparamento do jovem ao primeiro emprego, melhorar as estruturas das instituições e aumentar o número de vagas, no intuito de incluir o jovem no sistema educacional. Só assim, o acesso ao mercado de trabalho será agregada aos jovens e talvez democratizada.