O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 09/08/2020

O livro “Admirável Mundo Novo” ,do autor Aldous Hurley, foi escrito em um período da Europa de grande desenvolvimento do mercado industrial, e retrata uma sociedade extremamente organizada, na qual cada indivíduo possui um emprego fixo. Atrelado a isso, fora da ficção, a situação do jovem brasileiro se difere da obra. Nesse contexto, é notório que mesmo após o aumento de oportunidades advindas da Quarta Revolução Industrial, a inserção desses indivíduos no mercado de trabalho tem sido dificultada. Nesse viés, tal fator é motivado pela objeção dos setores públicos em proporcionar a capacitação profissional e, por meio disso, faz-se necessário ampliar o debate acerca do assunto.

A priori, com o advento da Revolução técnico-cientifica os setores de trabalho passaram por modificações, o que assegura, assim, benefícios para a classe trabalhadora contemporânea. Diante dessa perspectiva, dados da construtora européia “Orange Dussiness” relata que o século XXI revolucionou as forças de trabalho ao criar novas oportunidades. Partindo dessa tese, é visível que a geração atual é assegurada de vantagens, visto que a modernidade apresenta mais ferramentas, bem como o avanço do trabalho remoto e profissões focadas na área de tecnologia. Com isso, nota-se que o jovem contemporâneo é beneficiado com várias possibilidade.

Em segunda plano, sob outro olhar, é essencial destacar que a população juvenil enfrenta paradigmas para a ingressão no mercado profissional,pois não possui um nível de preparação adequado. Analogamente, a assertiva de Thomas Hobbes de que o Estado é o agente imprescindível para promover os direitos essenciais, demonstra como ações de determinadas esferas incentivam o progresso de uma sociedade. Contudo, no que tange à ingressão da juventude ao ramo profissional, o papel das entidades de ensino vai de encontro a essa tese, posto que muitas falham na implementação de recursos focados em formar mão obra especializada. Sendo assim, a negligência educacional desfavorece esse público, tornando-o desqualificado e, consequentemente, marginalizado por espaços de empregabilidade.

Portanto, diante dos fatos mencionados, reflete a necessidade de concretizar ações para mudar o panorama trabalhista atual. Primeiramente, cabe ao Ministério da Educação, responsável por avaliar a política nacional de educação, em parceria com o Governo Federal, investir em formas mais amplas de unidades educacionais técnicas, por meio da implantação de instituições com ensino médio profissionalizante, com o intuito de ajudar o aluno frente à globalização, investindo na inovação e qualificação da mão de obra e, assim, capacitar ele para o mercado de trabalho. Dessa forma, o pensamento do filósofo Thomas irá se materializar.