O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 10/08/2020
“Como é que irão viver os que virão depois, já que a única coisa que importa é o triunfo do agora? ”. Esse questionamento do escritor José Saramago, leva a conclusão de que há, de fato, como afirma o pensador português, uma «cegueira da razão». Dito de outra forma, não perceber a realidade, significa não enxergar o outro. Nessa lógica, ao se discutir sobre desafios e oportunidades no mercado de trabalho, para os jovens, cabe não apenas analisar o papel da Constituição como lei protetora dos direitos adolescente, mas, entender a dificuldade de inserção no mercado de trabalho.
Em face desse argumento inicial, é preciso pontuar o papel da constituição federal no que se refere à formação para educação, em razão da necessidade de despertar as crianças e jovens para cidadania e para o mercado de trabalho. Além disso, observa-se com nitidez a necessidade de promover uma nova visão do mundo, pautada na responsabilidade de cada indivíduo. Nesse contexto, pode-se pensar que, como advoga Karl Marx, deve haver mudanças no organismo social, uma vez que o direito do cidadão não está sendo cumprido. Por consequente, fica claro que o Estado não trabalha em prol dessa questão, visto que, os jovens necessitam de educação de qualidade, excluindo grande parte que não tem esse acesso.
Por todas essas razões, é fundamental entender a dificuldade de inserção no mercado de trabalho, posto que, para ter um sucesso na carreira, é essencial que o social, o educacional e o econômico estejam alinhados. Nesse sentido, verifica-se a importância de um programa de inclusão do jovem no mercado de trabalho, visto que muitas empresas dificultam esse cenário devido a baixa escolaridade e outros problemas. Convém, é claro, não se deixar levar pela ideia de que apenas essa inserção irá modificar o cenário atual. É urgente, nesse aspecto, portanto, estabelecer como meta a ideia de que é necessário a implantação de políticas econômicas, com intuído de arraigar a proposta.
Em suma, o acesso do jovem ao mercado de trabalho é um complexo desafio que precisa ser revisado. Destarte, a Organização Internacional do Trabalho - órgão que promove a justiça social- em união com o Estado, deve promover programas e atividades através de encontros sociais juvenis, a fim de incentivar a adesão e garantir as oportunidades igualitárias oferecidas. Ademais, o Ministério da Educação junto com empresas públicas, deve criar um projeto para todas as universidades e escolas técnicas, garantindo vagas de estágio no último ano de conclusão, com o intuito de elevar o nível de experiência de cada jovem. Dessa forma, o Brasil poderá garantir os direitos fundamentais de cada cidadão.