O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 15/12/2020
Conforme o sociólogo Max Weber, o trabalho se encaixa como uma das ações mais nobres e dignas presentes na sociedade. De modo análogo, hodiernamente, o trabalho é muito importante para o avanço dos indíviduos no corpo social. No entanto, há desafios pertinentes para os jovens ingressarem no mercado de trabalho no Brasil. Nesse viés, assegura-se, a desigualdade na formação profissional dos jovens e a exigência das empresas, como pilares da problemática. Porém, decerto, é imprescindível que essa realidade mude, pelos riscos que traz ao desenvolvimento da sociedade.
Em primeiro plano, é importante analisar a desigual capacitação dos jovens aptos para o âmbito trabalhista. Nessa linha de raciocínio, de acordo com a perspectiva filósofica de John Locke, o Estado surge para garantir, atráves das leis, os direitos naturais dos indivíduos. Com base nisso, no Brasil, muitos jovens por questões socioeconômicas vulneráveis, não tem acesso aos estudos. Por necessidade financeira, muitos abandonam as escolas e vão em busca de trabalhos informais para ajudar no sustento familiar. Dessa forma, por não frequentarem a escola, não obtém qualificação profissional exigida pelas empresas. Logo, é imprescíndivel que o Estado garanta um suporte eficaz para as famílias carentes, a fim de assegurar o estudo aos jovens com fragilidade social.
Outrossim, importa discutir a exigência das empresas na escolha do perfil do jovem como um impasse no ingresso ao trabalho. Para compreender melhor essa ideia, é oportuno mencionar o que propõe o filósofo William James, o qual afirma que o ser humano pode alterar a sua vida mudando sua atitude mental. Interpreta - se, assim, que muitas empresas não contratam jovens inexperientes em empregos formais por dar preferência a pessoas que já tem experiência. Dessa forma, quem é principiante acaba não tendo oportunidades em ingressar no mercado de trabalho. Logo, é importante as pessoas que estão a frente das empresas, alterar o hábito de contratar somente trabalhadores experientes, dando chance aos indivíduos que estão começando a trabalhar.
Diante do exposto, medidas são necessárias para mitigar os impasses no ingresso dos jovens ao mercado de trabalho. Para isso, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social, por intermédio da Secretária de assistência social, atuar na distribuição de uma quantia financeira capaz de suprir as necessidades das famílias de jovens que precisam trabalhar e por isso abandonam o estudo. Tal ação terá o intuito de ofertar aos jovens o tempo de ir à escola e se qualificar, sem que falte comida em sua casa. Ademais, as empresas devem realizar um projeto de contratação de jovens aprendizes, para que esses possam ter essa experiência trabalhista - essencial no curriculo-, na finalidade de aumentar as oportunidades . Sendo assim, poder-se-á facilitar a entrada dos jovens no mercado de trabalho.