O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 11/08/2020

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Hodiernamente esse mito assemelha-se aos desafios e oportunidades que os jovens tem de se ingressar no mercado de trabalho. Nesse contexto, não há duvidas de que isso corre no brasil devido não só a negligência governamental, mas também a negligência dos próprios jovens.

A Constituição Federal de 1988 determina que todas as empresas de médio e grande portes contratem um número de aprendizes equivalente a um mínimo de 5% e um máximo de 15% do seu quadro de funcionários cujas funções demandem formação profissional. Mahatma Gandhi diz que “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver.” com isso, essa oportunidade concede ao jovem o  estreitamento a distância entre a inexperiência e incerteza iniciais e o reconhecimento e amadurecimento profissional.

Outrossim, É evidente que ainda vivemos em uma sociedade racista, e esse problema aparece, nitidamente, no mercado de trabalho. Não são dadas as mesmas oportunidades aos negros, como são aos brancos. Assim como o racismo, o machismo também está evidenciado nesse cenário, dificultando a inserção das mulheres e a valorização do seu trabalho, principalmente refletindo na discrepância entre os salários feminino e masculino. Outro fator preocupante é a má qualidade de diversas instituições de ensino, gerado pela “comercialização” da educação, que acabam formando profissionais não tão qualificados para entrar no mercado de trabalho.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe à sociedade dar as mesmas oportunidades a todos os indivíduos e educar para que esse erro não se repita no futuro. Com o próprio poder público, os subsídios poderiam, também, estimular uma contratação mais diversificada. Por fim, cabe às instituições de ensino investir, de fato, em uma boa formação, melhorando a mão de obra e inserindo indivíduos qualificados no mercado de trabalho. Desse modo, a realidade se distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de Zeus.