O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 12/08/2020

O sociólogo francês Émile Durkhein cunhou um importante termo para descrever a carência ou falha da capacidade da sociedade em vincular o indivíduo como parte dela: a anomia social. Neste sentido, os denominados jovens nem-nem podem ser o caso dessa situação, a qual, embora tenha sido objeto de discussão nos últimos anos, não tem recebida a devida atenção por parte do Estado.

A priori, cabe destacar que a globalização tem se mostrada como um fenômeno cada vez mais excludente em virtude da desigualdade de oportunidades sociais. Segundo uma pesquisa da Unicef em 2019, 17% das crianças e adolescentes na faixa etária de 9 a 17 anos no Brasil não têm acesso à internet em casa. Neste ínterim, fica exposta uma das contradições da globalização, a qual, se por um lado propõe-se a integrar a sociedade, por outro cria condições para o aumento das diferenças sociais.

Além disso, outro problema de grande relevância é a alta taxa evasão escolar brasileira. Conforme o Censo Escolar realizado pelo Ministério da Educação em 2018, cerca de 3,5 milhões de estudantes abandonaram ou reprovaram na escola. Os motivos que estimulam esse processo são os mais diversos, dentre eles pode-se citar a perca de interesse em estudar e até a gravidez. Diante disso, a problemática dos jovens contemporâneo torna-se mais desafiadora, dado que o meio técnico-científico-informacional exige cada vez mais preparação  profissional.

Portanto, é necessário pensar mudanças e criar condições para torná-las efetivas. Para isso, o Governo, junto ao terceiro setor, podem formular uma nova base curricular, através de um seminário com o poder legislativo, que aumente o tempo de permanência do jovem na escola e também a presença de um psicólogo em cada região a fim de orientar os estudantes. Dessa forma, buscaremos a coesão social descrita por Durkhein a direção a uma sociedade mais estruturada e democrática.