O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 12/08/2020

Durante a Primeira Revolução Industrial, a Inglaterra passou por uma explosão demográfica nos centros urbanos, com a chegada de pessoas vindas do campo em busca de oportunidades. Porém, o limitado número de vagas fez com que uma parcela da população tivesse dificuldade em encontrar um ofício, bem como ocorre com muitos jovens brasileiros nos últimos anos. Desse modo, os baixos níveis de escolaridade e as rigorosas exigências feitas pelos empregadores dificultam uma plena inserção das novas gerações ao mercado de trabalho.

Primeiramente, é importante ressaltar que o sistema educacional público do Brasil não é de boa qualidade, o que priva muitas crianças e adolescentes de terem boas oportunidades de estudo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 7% da população é analfabeta e cerca de 52% não concluiu o ensino médio. Logo, percebe-se que a educação de qualidade é um privilégio para os que podem pagar por ela, enquanto os mais pobres são privados desse direito e, muitas vezes, acabam excluídos do mercado de trabalho por isso.

Em contrapartida, os empregadores têm exigências cada vez mais rigorosas na hora de contratar um funcionário. Por exemplo: no filme “Parasita”, uma família desempregada se vê obrigada a mentir no currículo para conseguir arranjar um ofício. Dessa forma, é visível que as demandas por parte das empresas são irreais se comparadas às características da mão de obra, o que deixa muitos indivíduos marginalizados.

Sendo assim, fica evidente a necessidade de garantir a inclusão das novas gerações no mercado de trabalho. Para isso, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Cidadania, incentivar as empresas a contratarem um maior número de jovens, através de incentivos fiscais reduzidos dos impostos, tendo por objetivo diversificar o perfil etário dos funcionários. Só assim o mercado se tornará mais justo com os novos trabalhadores.