O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 19/08/2020

Na música “problema social” de Seu Jorge, é retatada a dura realidade de um garoto que precisa vender doces no metrô para se sustentar, em vários trechos da música ele explica os motivos que o levou à tal situação, como exemplos, ele não ter estudado em uma" escola legal" ou porque ele não teve apoio moral. Paralelamente, o jovem moderno encontra dificuldade ao tentarem adentrar o mercado de trabalho brasileiro. Logo, nessa perspectiva torna-se nescessário avaliar os fatores que contribuem para o agravamento da problemática. Destaca-se a falta de interesse dos adolescentes na buscar de capacitação e a dificuldade de fazer diferença em um setor tão competitivo.

Em primeiro lugar, é certo que muitos jovens estão cada vez mais desiterassados no que se refere a qualificação. Segundo o sociológo polonês Zygmunt Bauman, o conceito de individualização da sociedade moderna se mostra de forma ambivalente no sentido de conferir autônomia aos indivíduos e ao mesmo tempo, a insegurança ao torná-los responsáveis pelo futuro e pelo sentido de suas vidas sem uma determinação social externa. Sob o mesmo ponto de vista do pensador, a “Geração Z” é infelizmente marcada pela dúvida no âmbito profissional e pela frenética mudança de opinião, o que leva muitas pessoas desse grupo abandonarem a ideia de se profissionalizar em alguma área, por consequência aumentando o número de pessoas desqualificadas.

Em segundo lugar, apesar de existir vários programas governamentais que disponibilizam vagas de emprego para pessoas aprendizes, a competição por um espaço no mercado de trabalho aínda se encontra muito presente na vida desses “novos adultos”. De acordo com dados do Cadastro geral de Empregados e Desempregados, Do total de desempregados no Brasil, 32% são jovens. Tendo em vista esses índices, é indubitável que os meios de contratação ainda são muito rigorosos quando se trata na contratação de integrantes mais novos. Em suma, tendo em mente que o processo de contratação é caro para as empresas, aspectos como a experiência profissional e a qualificação limitada, são fatores decisivos para o recrutamento, o que leva muitas vezes essas pessoas a desvantagem.

Logo, é mister que o Estado tome previdências para amenizar o quadro atual. Urge que as forças governamentais,como o ministério do trabalho, através de investimentos públicos, trabalhem na ampliação de projetos de contratação de aprendizes, além de incentivos para as empresas oferecerem o primeiro emprego, por exemplo, a diminuição dos impostos de contratação, desse modo será possível dar a oportunidade de entrada no mercado de trabalho para a nova geração de brasileiros. Somente assim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, os impactos nocivos demostrados na música de Seu Jorge.