O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 18/08/2020

Na obra “A hora da estrela” de Clarice Lispector é evidenciada a relação de exclusão social vivenciada pela jovem Macabéa. Fora da ficção, no Brasil, a dificuldade de inserção no mercado de trabalho, experimentada pelos jovens é um problema que vem se agravando cada vez mais, uma vez que a necessidade de profissionalização e a omissão do Poder Público são fatores que intensificam tal adversidade.

Com o advento da revolução industrial e os avanços contínuos das tecnologias há uma crescente necessidade de capacitação dos funcionários, nos mais diversos ramos. Segundo o sociólogo Durkheim, o indivíduo só poderá agir à medida que conhece o contexto em que se insere. Partindo desse pressuposto, a juventude não está a par de uma vivência profissional e, dessa forma, não será efetivo na atuação.

Além disso, a negligência partida do Poder Público e Estatal corrobora na acentuação do problema, visto que a falta de investimento em uma educação profissionalizante e de qualidade faz com que os jovens continuem marginalizados, com relação ao mercado de trabalho. Consoante o filósofo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele e, se não há um investimento na educação, não há a formação de jovens em que se valha o investimento.

Em virtude dos fatos mencionados, constata-se a necessidade de uma solução para a problemática. Para isso, o Governo Federal com o Ministério da Educação devem investir em cursos profissionalizantes, de modo a qualificar a mão de obra dos jovens. Ademais, no final do período de capacitação, o Ministério do Trabalho deve disponibilizar editais para a contratação dos aprendizes, por tempo determinado, sob supervisão de funcionários já efetivados. Por conseguinte, haverá engajamento de jovens no mercado de trabalho e, consequentemente, na sociedade atual, mitigando assim os impasses enfrentados atualmente.