O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 20/08/2020
Segundo as ideias do teólogo cristão João Calvino, o trabalho dignifica o homem e o permite se desenvolver em diversos níveis. No entanto, apesar do prestígio atribuído ao ato de exercer um ofício, percebe-se na realidade brasileira que muitos jovens não conseguem introduzir-se no mercado, sendo impedidos de desenvolver sua plenitude. Portanto, trabalhar é uma forma de empoderar-se e deve ser incentivado por intermédio da capacitação técnica e social.
Primeiramente, vale ressaltar que a falta de formação técnica é uma barreira para contratação de um funcionário. Segundo dados do IBGE, as pessoas com diploma universitário submetem-se a uma taxa de desemprego 2,5 vezes menor quando comparado com o grupo que cursou até o ensino médio. Dessa forma, a baixa escolaridade provocada por uma educação deficiente, associada a uma infância dividida com trabalhos precários – para ajudar no sustento da família –, afasta esses indivíduos da escola, limitando as posteriores opções de ingresso no mercado.
Ademais, habilidades sociais são de suma importância para uma possível admissão. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, competências como, inteligência emocional e trabalho em equipe são cada vez mais exigidas por recrutadores. Logo, o déficit dessas habilidades quando presente em jovens – principalmente nos mais pobres, devido à falta de práticas escolares que estimulam sua sensibilidade –, os tornam menos aptos a preencher os requisitos exigidos para vagas de emprego. Assim, a fim de garantir que jovens tenham pleno acesso ao mercado de trabalho, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério do Trabalho, instituir a criação de uma Agência que incentive a capacitação, por meio da oferta de cursos gratuito que atendam as demandas empresariais, destaca-se também, a importância da assistência financeira para garantir a manutenção desses no programa, bem como, a participação de empresas parceiras para agilizar o processo de contratação. Outrossim, escolas, por meio presença de psicólogos, devem adotar atividades que desenvolvam habilidades de trabalho em equipe e inteligência emocional, de modo a prepará-los para os desafios e oportunidades atuais e do futuras no âmbito profissional.