O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 22/08/2020
A Lei do Aprendiz, aprovada em 2000, determina que toda empresa de médio ou grande porte deve ter de 5% a 15% de aprendizes entre seus funcionários. Entretanto, o mercado de trabalho ainda é uma situação preocupante no Brasil, em que menos de 20% dos jovens trabalham, devido ao pensamento imediatista e ao prejulgamento de que todo novato é instável. Com isso, medidas são urgentes a fim de reverter esse cenário.
A princípio, o modo de pensar imediatista corrobora a falta de jovens empregados. Nesse sentido, vale ressaltar a teoria da intensificação da vida nervosa de George Simmel, a qual defende que, com o surgimento de novas tecnologias pós Revolução Industrial, a rotina dos indivíduos foi intensificada para acompanhar os meios de comunicação, o que resultou no desenvolvimento de uma extrema impaciência. Diante disso, a teoria reforça a realidade de uma parcela dos mais novos, uma vez que adquiriram um pensamento de que qualquer problema precisa ser resolvido rapidamente. Assim, sem ver resultado a curto prazo no trabalho, se acomodam com os familiares ou procuram opções com mais riscos no futuro, cenário caótico no sociedade.
Em segunda análise, a opinião antecipada dos empresários de que todo jovem é instável prejudica a inserção do mesmo no mercado. De acordo com Darcy Ribeiro, o Brasil, último país a acabar com a escravidão, tem uma intrínseca perversidade na sua herança, que torna a classe dominante enferma de desigualdade, como visto na atualidade dos novatos. Sob essa análise, o pensamento do filósofo se concretiza, haja vista que é criado um esteriótipo de infrequência do principiante por ser uma fase da idade em que os sentimentos estão a flor da pele e tudo é intenso. Porém, há uma parcela responsável que, pela generalização negativa das empresas, é prejudicada com a falta de interesse das firmas. Dessa forma, são necessárias mudanças para reverter esse preconceito.
Portanto, torna-se evidente a premência de melhoria no mercado de trabalho para os jovens. Logo, as Escolas devem incluir aulas nas grades, com a participação de especialistas, por meio de palestras e rodas de conversas com psicólogos, as quais discorram sobre o mercado de trabalho e seus benefícios. Isso ocorrerá a fim de maior conhecimento e estímulo à paciência do jovem. Além disso, o Governo deve fiscalizar as empresas para garantir que contratem mais novatos. Assim, a Lei do Aprendiz será garantida com eficiência e o jovem no mercado de trabalho não será mais um problema na sociedade, com o conhecimento alcançado do corpo social.