O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 23/08/2020
De acordo com a pesquisa feita pelo IBGE em 2019, o Brasil possuía cerca de 10.9 milhões de jovens que não estudavam nem exerciam nenhum tipo de atividade remunerada formalmente. Parte dessa problemática pode ser explicada pelo desafio de inclusão no mercado de trabalho após o imediato término dos estudos. Uma vez que apenas a educação tradicional é insuficiente, o indivíduo finaliza os estudos despreparado para o mercado de trabalho e, eventualmente, acaba estagnado no paradoxo da experiência.
Segundo a Constituição Federal de 1988, a educação visa a cidadania e a qualificação profissional do indivíduo. Nesse contexto, o cenário educacional atual contrasta com os princípios constitucionais, visto que a educação usualmente oferecida nas instituições de ensino não supre totalmente as exigências do mercado de trabalho, dificultando oportunidades de emprego apenas com o ensino médio como formação. Faz-se necessário, portanto, o uso de conteúdo técnico e prático para a plena formação do jovem visando o meio profissional.
Como consequência dessa falta de capacitação profissional, o sujeito se forma sem nenhuma experiência prática, uma vivência muito requisitada por empregadores. Criando assim um paradoxo, em que algumas empresas exigem experiência de pessoas que, buscando por seu primeiro emprego, nunca exerceram nenhum ofício. Com base nisso, é pertinente citar a experiência com Excel, muito procurada para o setor administrativo, a qual uma pessoa procurando por seu primeiro trabalho não possuí. Logo, torna-se incontestável que a falta de prática no ambiente profissional corrobora para a dificuldade na contratação.
Em suma, medidas são necessárias para maximizar o número de oportunidades profissionais para indivíduos inexperientes. É dever do Estado, em ação conjunta com empresas privadas, ampliar as ofertas de emprego destinadas ao sujeito que procura sua primeira carreira. Por meio de parcerias público privadas que ofereçam redução de impostos na contratação de pessoas sem experiência. A fim de aumentar o número de vagas disponíveis para estes cidadãos e proporcionar melhores oportunidades. E, portanto, diminuir o índice de jovens desempregados no Brasil.