O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 26/08/2020
Segundo a teoria da Tábula Rasa de John Locke, somos como uma folha em branco que, de acordo com o que vivemos, vai sendo preenchida e formando nossa bagagem de conhecimento e atributos. Dito isso, podemos perceber que muitos jovens apresentam uma parte em banco em suas folhas quando se trata de experiência no trabalho, por causa principalmente da desigualdade social, má qualidade da educação brasileira, fazendo com que muitos jovens não consigam arranjar um emprego.
Primeiramente, é preciso destacar que a desigualdade é fator determinante para que boa parte da população jovem não arranje emprego. Com a grande exigência de experiência e qualificações pelas empresas, a população de classe mais alta consegue sustentar seus filhos por mais tempo até eles adquirirem experiência para melhores cargos. Porém, os jovens de famílias mais pobres, na maioria pardos e negros, precisam, trabalhar e estudar ao mesmo tempo para complementar a renda da família. Então, inexperiência, quando conseguem um emprego, ficam com as piores vagas, em trabalhos bem desgastantes e muitas vezes param de estudar por não conseguirem conciliar os estudos com o trabalho. Esses fatos explicam as taxas de desemprego no brasil que, de acordo com dados do IBGE, é de 32% para pessoas de 18 a 24 anos, e 52,3% para pardos.
Além disso, coma a péssima educação brasileira, 52% dos jovens perdem o interesse pelos estudos e tem grande chance de ficarem desempregados, conforme dados do Banco Mundial. Com os professores despreparados e imprevistos no ensino, a escola não desperta nenhum interesse e desestimula os alunos, que deixam de se esforçar e pensar no futuro. Dessa forma, a educação é essencial para preparar o jovem para o emprego? para Immanuel Kant, “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, concluindo, a educação brasileira não cumpre sua função, formando pessoas sem conhecimento, experiência, valores e maturidade necessária para a competição no mercado de trabalho.
Então, para reverter essa situação e todos os jovens estejam preparados para entrar no mercado de trabalho, é necessária uma educação de qualidade. Para isso, o governo deveria investir mais dinheiro dos impostos arrecadados, em educação, mais especificamente na criação de mais escolas politécnicas, na capacitação de professores, e atualização do modo de ensino com tecnologias e métodos mais dinâmicos, o que poderia diminuir a desistência escolar e despertar mais interesse nos alunos, que passariam a se esforçar mais. Também é necessário o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, pode promover palestras que incentivem os alunos e expliquem a importância de uma boa formação para o mercado de trabalho.