O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 27/08/2020

O trabalho é um aspecto fundamental na vida do ser humano desde a Idade da Pedra, quando o homem caçava para o seu próprio sustento. Segundo o adágio popular, “o trabalho dignifica o homem”, isto é, promove ao indivíduo o sentimento de utilidade, contribuindo para seu bem estar. No entanto, os jovens no mundo hodierno têm enfrentado dificuldades para se inserir no mercado de trabalho. Assim, é necessário combater estes fatores que corroboram para o agravamento e persistência desse impasse, como a ausência de mecanismos eficientes de inserção e a falta de experiência.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 12,7 milhões de brasileiros desempregados, assim, desde cedo muitos jovens procuram alternativas para encontrar oportunidades e o desenvolver uma carreira. Com as elevadas taxas de desemprego entre os jovens, três vezes maior do que entre adultos, há uma forte concorrência, além da inexperiência e despreparo, dificultando sua qualificação profissional. Devido a isso a Lei n°10.097/2000 foi ratificada, que determina que todas as empresas de médio e grande portes devem contratar um número de jovens aprendizes entre 5% a 15% dos seus funcionários. Desse modo, o Programa Jovem Aprendiz é uma “porta de entrada” para o mercado de trabalho, em que 76% dos egressos estão trabalhando ou estudando e 43% entraram no Ensino Superior, de acordo com a revista O globo.

Durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek, o país apresentou elevadas taxas de desemprego apesar do aumento das ofertas de trabalho. Esse fato ocorreu devido a necessidade e busca por mão de obra qualificada nas indústrias. Isto também é perceptível atualmente, em que há a procura de empregados bem qualificados, com experiência na área. Devido a isso, os jovens não conseguem emprego pela ausência de experiência e não consegue a experiência pela falta de habilidades e oportunidades. Em resultado disso, muitos ficam desanimados e desistem da suas carreiras profissionais, antes mesmo de começarem, como demostram os dados do IBGE em que a desistência na busca por emprego triplicou desde 2018 entre os mais jovens.

Diante dos argumentos supracitados, medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Governo Federal através do Ministério do trabalho deve criar mecanismos mais eficientes na inserção dos jovens no mercado de trabalho, a fim de diminuir as taxas de desemprego entre os jovens. Além disso, cabe ao Ministério da Educação a criação de serviços educacionais que ofereçam cursos técnicos e estágios nas instituições de ensino, para que os alunos possam terminar o ensino médio com a experiência e habilidades necessárias para ingressar profissionalmente. Assim, os jovens terão melhores condições e qualificações para entrarem no mercado de trabalho e serem bem sucedidos.