O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 27/08/2020
É notório que a geração mais recente, a geração Z, está amadurecendo e começando a ingressar no mercado de trabalho, porém tal mudança também gera novas preocupações, trazendo dificuldades para o jovem. A solicitação de funcionários já experientes na área, por exemplo, é um dos fatores que colaboram para a negligenciação do novo trabalhador, além da preparação precária que muitas instituições educacionais apresentam. Em contrapartida, há áreas nas quais a requisição de jovens se torna maior, principalmente com o avanço da tecnologia, onde jovens mostram maior competência.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 36% dos alunos de escola pública entram em uma faculdade, notando-se então uma dificuldade presente desde cedo na inserção do jovem no mercado de trabalho. Jovens de classe baixa não possuem as mesmas condições para pagar faculdades particulares, sendo então automaticamente excluídos de diversas áreas que demandam um certo nível de graduação. Assim, o mesmo é obrigado a seguir caminhos questionáveis a fim de conseguir se sustentar economicamente, sendo possível observar tais casos principalmente em minorias, como mulheres e negros.
A presença de transtornos psicológicos causam um desconforto ainda maior na procura pelo primeiro emprego e conforme o levantamento da Organização Mundial da Saúde, 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade. No entanto, com o aparecimento de novas profissões, como os relativamente recentes “YouTubers”, entre outros ligados ao mercado digital, o mercado de trabalho se tornou mais diverso e acessível. Com o desenvolvimento tecnológico, a ideia tradicional de trabalho foi totalmente modificada, trazendo mais oportunidades a nova geração que cresceu acompanhando essa alteração e foi diretamente influenciada pela mesma, se comparado com gerações mais antigas.
Em conclusão, a fim de guiar as próximas gerações ao futuro mundo de trabalho, é preciso incrementar e atualizar as opções de trabalho atuais em ambientes escolares, além de buscar encorajar os jovens a refletiram sobre a área que os mesmo pretendem seguir a partir do ensino fundamental. A realização de palestras e trabalhos de meio-período, como uma breve experiência do ambiente profissional que o jovem gostaria de ingressar, deveriam ser feitas por empresas para incentivar futuros empregados. A adoção do sistema de cotas sociais por parte de universidades e outros órgãos serviriam de auxilio para o aumento de oportunidades direcionadas a jovens de classe mais baixa.