O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 26/08/2020
A obra literária “Admirável Mundo Novo”, relata uma sociedade utópica, na qual cada cidadão possui um emprego. Nessa lógica, o escritor Aldous Hunxley retrata que na contemporaniedade as inserções no comércio e as oportunidades de empregos não são iguais para todos. De maneira análoga à história fictícia, a inserção dos jovens no atual mercado de trabalho ainda enfrenta entraves no que concerne à ausência de experiência da classe juvenil, como também ao acirramento entre os estabelecimentos comerciais hodiernos.
Diante desse cenário, é fulcral evidenciar a ausência de programas de estágio para os jovens como impulsionadora para a falta de experiência dos adolêncentes no tocante ao comércio brasileiro, uma vez que os estabelecimentos lucrátivos buscam funcionários com maior experiência, posto que esses auxíliam no maior número de vendas e no progresso da empresa. Corroborando essa ideia, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) - que visa a inserção dos estudantes licenciados em atividades de treinamento remunerado na área acadêmica escolhida - sofreu cortes em quatro mil e quinhentas bolsas, o que gerou o comprometimento do programa. Logo, é visto a inexistências de operações governamentais que garantam a preparação do grupo jovem para o mercado de trabalho, assim, dificultando as oportunidades de inserção dos adolescentes no comércio após períodos acadêmicos.
Outrossim, é imperativo pontuar a intensificação do empreendedorismo no Brasil durante o século XX como opressor das oportunidades dos jovens no que tange as atividades trabalhistas, já que com a abertura econômica à fornecedores estrangeiros, a competitividade entre as firmas foram acentuadas, visto que há a idealizanção de maiores objetivos financeiros, o que gera uma visão elitista advinda dos donos das empresas, que buscam funcionários com maiores anos de experiência no mercado e qualificação nessa vaga. Nessa seara, desde o final da década de 1990 o Brasil conta com os adultos ocupando o maior percentual de mão-de-obra ativa, confirmando a carência da classe juvenil no mercado e as dificuldades encontradas por jovens que buscam empregos após o fim estudantil.
É necessário, portanto, que a Secretaria da Educação, como responsável pelo bem-estar dos estudantes, estipule verbas anuais para programas de estágio nas universidades e escolas, como também palestras sobre a atuação dos profissionais no mercado de produção, com o fito de estimular a preparação dos alunos e a familiarização com o concorrido comércio trabalhista, para que assim, os adolescentes tenham oportunidades de trabalho nas empresas que buscam funcionários qualificados. Dessa forma, o desemprego da classe juvenil decrescerá exponencialmente.